A Braskem efetuou hoje (8) o primeiro “pix” para a Prefeitura de Maceió, no valor de R$ 600 milhões, referente à primeira parcela de um acordo com o Município por conta do afundamento do solo em cinco bairros da capital. A empresa anunciou que, até o mês de dezembro, serão repassados mais R$ 100 milhões e em 2024, ano eleitoral, serão efetuadas mais quatro parcelas de R$ 250 milhões, totalizando 1,7 bilhão.
Com isso, o prefeito JHC venceu mais um round contra os Calheiros, com dinheiro na conta para fazer obras e ganhar capital político para 2024. Já o senador Renan, o pai, tem provocado a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) da Bolsa de Valores e a Petrobras, uma das acionistas da Braskem, para investigar o passivo ambiental e o passivo financeiro que a mineradora tem com o estado de Alagoas.
O Estado de Alagoas reivindica o pagamento de R$ 10 bilhões de indenizações pelos danos causados pela Braskem. Os moradores atingidos pela maior tragédia socioambiental em andamento no planeta, representados pelo Movimento das Vítimas da Braskem (MUVB), vêm denunciando que os valores recebidos como indenizações não são os corretos, já que foi a empresa que realizou os cálculos.
A luta entre a Braskem e o Estado de Alagoas está longe de terminar. A empresa tem obtido ganhos sucessivos desde que ocorreu o terremoto em Maceió, em 2018. O próximo round dessa briga já iniciou com o senador Renan Calheiros mobilizando a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado com o pedido de diligência do colegiado para avaliar os impactos financeiros na Petrobras decorrentes de informações tidas pelo senador como incorretas a respeito do passivo ambiental da Braskem em Maceió.
A solicitação do senador Renan Calheiros vai na direção, também, de que a Comissão de Valores Imobiliário (CVM) fiscalize a petroquímica. Esses são os movimentos encetados pelo senador no enfrentamento com a Braskem que, até agora, vem levando vantagem.








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