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Em Maceió (11), movimentos realizaram passeata por direitos estudantis e a revogação do Novo Ensino Médio

por | 12 ago, 2023

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O estudante de Letras (UFAL), Lucas Omena é engajado na luta política/Reprodução

Em comemoração ao Dia dos Estudantes, o onze de agosto foi marcado por cartazes escritos por alunos que reivindicaram por direitos estudantis, melhorias na educação – da básica até a pós-graduação –, e a revogação do Novo Ensino Médio (NEM).

A passeata foi organizada pela União Nacional dos Estudantes (UNE), Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES). Em Alagoas, além destas entidades, o Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar da Rede Estadual de Educação do Estado de Alagoas (SAE/AL) também esteve presente.

Todos os anos são marcados por passeatas por todo o país, as pautas reivindicadas são temas atuais e importantes para a educação brasileira. Movimentos estudantis, sindicatos e partidos políticos se encontram para focar nas necessidades do momento.

Ontem, 11, o percurso trilhado pelos militantes foi da Praça Centenário até a Praça Deodoro, localizada no Centro de Maceió. Com bandeiras, cartazes e faixas, os engajados na luta política pediram pela revogação do Novo Ensino Médio, reprovando o Teto de Gastos e o Arcabouço Fiscal, e contra os cortes gerados na Educação.

Para o estudante de Letras (FALE – UFAL), Lucas Omena, o ato é utilizado para engajar uma luta. “O dia é comemorativo e a gente utiliza ele para poder mostrar para a sociedade que a gente tem certas demandas que o governo estadual, federal e municipal não está cumprindo”, ressaltou.

O Ministério da Educação, MEC, prometeu uma reavaliação do Novo Ensino Médio. Na última segunda (7), foi divulgado o sumário com os resultados de uma Consulta Pública para a Avaliação e Reestruturação da Política Nacional de Ensino Médio, realizada no começo deste ano. Os resultados foram onze mil colaborações em dois meses, entre nove de março a seis de julho.

O Novo Ensino Médio (Lei 13.415/2017) traz como modelo metade de uma grade curricular definida pela Base Nacional Comum Curricular. A outra metade, os discentes podem optar pelos itinerários formativos que será concedida pela rede de ensino. O sistema foi idealizado durante o governo de Michel Temer (MDB), em 2017.

 

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