O governador de Alagoas, Paulo Dantas (PMDB), político com raízes e base eleitoral no Sertão, tem surpreendido os aliados e adversários pelo estilo de governar.
O que pode dar a dimensão do quanto tem crescido a sua presença em Maceió são os números apresentado pelo Instituto Ibrape que, entre os dias 15 e 18 de agosto, ouviu 2 mil pessoas e o resultado foi a aprovação do governo com 60% entre ótimo e bom. A desaprovação foi de 36% e 4% não opinaram.
Esses números, caso sejam confirmados, nas próximas pesquisas, vão credenciar o governador Paulo Dantas a montar chapas competitivas para a Câmara de Vereadores e, também, escolher com o grupo político que está inserido um candidato a prefeito de Maceió.
O prefeito de Maceió, JHC, é inegavelmente o favorito e as razões são múltiplas, uma delas é que o prefeito permanece em ritmo de campanha desde que assumiu o cargo. Outro fator relevante tem sido a articulação que vem realizando para constituir um amplo arco de alianças. O que impulsiona a sua imagem é a comunicação nas redes sociais.
Os caciques do MDB
A decisão a ser tomada pelos caciques do MDB para as eleições 2024 terá de levar em consideração a avaliação positiva de Paulo Dantas em Maceió. O argumento de que Maceió é um caso perdido é precipitado, nem JHC está confiante ao ponto de não querer apoios, nem tem agido com soberba por tem avaliação positiva desde que assumiu o cargo.
Maceió é um território aberto para se disputar eleições, mas, não pode ser com improvisação. Se persistir nesse pensamento, a derrota é certa.
Os caciques emedebistas são bons de cálculos eleitorais, no universo interiorano. Em Maceió, nunca se dedicaram a estudar o comportamento do eleitorado. O mais grave: nunca formaram quadros políticos na maior cidade de Alagoas.
A marca tem sido o varejo da eleição proporcional. Há tempo para haver disputa em 2024.








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