Os depoimentos prestados à Polícia Federal (PF) pelo tenente-coronel Mauro Cid e o advogado Frederick Wassef aumentaram o estado de pânico da família Bolsonaro e dos auxiliares mais próximos da ala civil. A ala militar também vive momento de angústia pelos mesmos motivos: porque Cid sabe tudo e por conta dos conteúdos armazenados nos aparelhos celulares apreendidos pela Polícia Federal (PF).
A PF tem provas suficientes para incriminá-los, mas, o que pode ser revelado, inclusive com detalhes de como cada operação irregular foi preparada e executada, é Cid. O advogado Wassef é outra caixa de segredos pronta para ser aberta. Ambos sabem que não vão escapar de condenações e, certamente, não irão para o cadafalso sem falar quem era o chefe da tentativa de golpe de Estado e quem mais esteve envolvido na sua montagem.
Mauro Cid e mais 18 militares estão sendo investigados pela PF no caso do roubo das joias milionárias e pela participação criminosa como ficou comprovada na CPI do Covid-19.
O bolsonarismo, na sua origem, é negacionista e, mesmo diante de provas e confissões de roubo e apropriação de milhões de reais dos cartões corporativos da Presidência da República, parte dessa turba permanecerá negando as evidências.
Segundo momento
O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar da Costa Neto, por ter colaborado com a trama armada por Bolsonaro ao reforçar, sem provas, que as urnas eletrônicas seriam vulneráveis. Esse é um assunto público, mas, os celulares poderão revelar que tipo de assunto foi tratado entre eles.
A infantaria da extrema-direita, parte dela, foi presa. O ex-deputado Roberto Jeferson, fanfarrão que atirou nos policiais, e Daniel Silveira são dois exemplos. É provável que, nos próximos meses, o contingente de bolsonaristas alcançados pelas mãos da Justiça aumente consideravelmente, além dos terroristas que serão condenados por terem participado da intentona do dia 8 de janeiro.
Os processos e condenações de políticos, militares, empresários com provas irrefutáveis por terem atentado contra o Estado Democrático de Direito é inédito no Brasil.








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