Os movimentos sociais expressam causas legítimas que o Estado, na maioria das vezes, não resolve e nem sinaliza encaminhar uma solução, de forma pactuada. A maioria dos administradores públicos não está preparada para discutir as pautas apresentadas pelos movimentos sociais.
A luta pela terra (reforma agrária), por moradia popular e saneamento básico, creche, educação, saúde e transporte públicos de qualidade é essencial para atender aos anseios dos mais pobres e vulneráveis das periferias. A maioria é preta, não é necessário fazer uso de estatísticas para comprovar este fato. Pretos, pobres e periféricos são a maioria da população de Maceió, de Alagoas e do Brasil.
Os movimentos sociais são, para a elite política e econômica, um estorvo. Mesmo quando o governante é de esquerda ou aliado, os movimentos sociais não são acolhidos pelos agentes estatais/gestão pública como deveriam.
Os movimentos sociais não podem, metaforicamente, deixar o governante dormir, seja de esquerda ou de direita, porque este cansou e arriou as bandeiras de luta.
A pressão social é o que impulsiona e fortalece a democracia, que vai muito além da representação eleitoral. A consolidação da democracia acontece quando a movimentação dos que estão na base da sociedade se levanta para contestar o poder estabelecido e, na luta, conquista direitos negados por governantes.
A Constituição Federal é, ou deveria ser, o principal instrumento de mobilização. O capítulo dos direitos sociais é emancipador e pouco usado como instrumento político de lutas dos movimentos sociais.
Os movimentos sociais precisam entender e a CPI do MST foi mais um exemplo de como a extrema-direita e a direita têm interesses objetivos em retirar da Constituição da República os direitos duramente conquistados pelos trabalhadores na Assembleia Nacional Constituinte que resultou em inúmeras vitórias consagradas na Carta Magna.








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