Após deixar centenas de trabalhadores sem as devidas indenizações, a Organização Arnon de Mello (OAM), de propriedade do ex-senador Fernando Collor, entrou em recuperação judicial. Isso aconteceu em 2019, e desde então os jornalistas, radialistas e outros profissionais de Comunicação lutam para ter seus direitos respeitados.
Na manhã desta terça-feira, 10, em mais um ato em defesa do que lhes é devido, os ex-funcionários da OAM fizeram novo protesto, desta vez no viaduto do Cepa, na avenida Fernandes Lima, no bairro do Farol, e na sede do Ministério Público estadual (MPE).
Conforme o jornalista Marcos Rolemberg, que é também advogado, os ex-gazeteanos cobram do Ministério Público de Alagoas a abertura de inquérito para investigar supostos crimes falimentares no processo de recuperação judicial da OAM.
No protesto, os jornalistas, radialistas e demais trabalhadores questionam o MP sobre as razões de não serem cumpridos os prazos da legislação em favor do direito das categorias prejudicadas pelo não pagamento das indenizações. “Faz um ano que o Ministério Público Estadual tem em suas mãos graves indícios de crimes falimentares cometidos nas empresas de Fernando Collor e sócios, e não investiga para que o processo caminhe” – reclama Rolemberg, ex-repórter das TV Gazeta de Alagoas, que representa, como advogado, um grupo de 30 credores da OAM.
Carregando uma faixa, os manifestantes perguntam: Se a lei é para todos, por que o MP não investiga as empresas de Collor?
A falta de ação do MP alagoano é o que falta para que o grupo Arnon de Mello seja responsabilizado e cumpra o que a lei determina. Segundo o advogado Marcos Rolemberg, a disposição dos trabalhadores é manter a mobilização até que todas as instituições da Justiça cumpram sua função.







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