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Beltrão x Beltrão: briga de família e novos ‘caciques’ elevam a temperatura eleitoral

por | 13 out, 2023

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O senador Renan Calheiros | Edilson Rodrigues/Agência Senado

Há pelo menos duas décadas, a família Beltrão domina o Litoral Sul de Alagoas. As cidades de Roteiro, Jequiá da Praia, Coruripe, Feliz Deserto, Piaçabuçu e Penedo são as bases eleitorais da família. Porém, ficou evidente a divisão familiar provocada pela disputa dos espaços políticos entre os seus membros e os “novos caciques” que surgem na região.

O grupo político do deputado federal Marx Beltrão divide a liderança com os primos Marcius e Marcelo Beltrão, ex-prefeito de Penedo e atual prefeito de Coruripe, respectivamente. Marcius, que está deixando o cargo de secretário estadual da Educação, esteve sob fogo cruzado do senador Renan Calheiros.

A divergência teria relação com o rompimento político envolvendo o agora ex-aliado de Beltrão, prefeito de Penedo Ronaldo Lopes. Lopes é aliado de Calheiros, que pressionou o governador Paulo Dantas para substituir Marcius Beltrão. As eleições em Penedo serão disputadas entre o ex-secretário, ou outro parente, e Ronaldo Lopes.

Marcius Beltrão | Foto: Thiago Ataíde/Seduc

As eleições de 2026 começam em 2024

A longa experiência do senador Renan Calheiros aponta que uma candidatura competitiva em Penedo, sem apoio do governo estadual e das ações que podem ser viabilizadas através do Governo Federal, se torna inviável.

Sabendo das ligações de Marcius com o deputado Arthur Lira, o corte cirúrgico realizado neste momento é uma estratégia para aumentar a distância entre os adversários locais. Primeiro, Marcius não terá obras para inaugurar em Penedo e no Baixo São Francisco. Outro fator são as despesas de campanha.

O prefeito Ronaldo Lopes | Secom Penedo

Há um aspecto que é uma aposta da oposição ao prefeito Ronaldo Lopes: a popularidade dele. Se a avaliação for abaixo do esperado, uma candidatura competitiva pode suplantá-lo, mesmo com todo o apoio da máquina do governo.

Renan Calheiros enxerga as eleições de 2024 como a metade do caminho para a sua reeleição em 2026 e, também, a eleição do sucessor de Paulo Dantas. Haverá muito briga e também muita reaproximação até lá. Quem morre de véspera é peru.

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