segunda-feira, 12 outubro 2026
Céu limpo
Maceió
23°C
Céu limpo
Céu limpo
Maceió
23°C
Céu limpo

Fernando Collor: Ascensão e queda do império de comunicação

por | 21 nov, 2023

ESPALHE A NOTÍCIA
Link copiado para o Instagram!

Inauguração da TV Gazeta de Alagoas. Da esquerda para a direita: Pedro Collor, Arnon de Mello, Márcio Canuto, José Barbosa e Jorginho

A relação de amizade e empresarial entre o jornalista Arnon de Mello, pai de Fernando Collor, e o jornalista Roberto Marinho, dono do jornal O Globo e da Rede Globo, teve início na década de 1930.

A Rede Globo se forma e, a partir do final da década de sessenta, se torna um império de comunicação, o segundo do Brasil; o primeiro foi os Diários Associados, do jornalista Assis Chateaubriand.

Arnon de Mello, com dezenove anos, migrou em 1930 para trabalhar como jornalista e estudar no Rio de Janeiro, então Capital Federal. Bacharelou-se em Direito na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro,  em 1933. Trabalhou em vários jornais da capital, do jornalista Roberto Marinho foi sócio em diversos empreendimentos imobiliários.

Afastado de Alagoas desde 1930, retorna a Alagoas para se candidatar a deputado federal em 1945, perdendo as eleições. Em 1950, se elege governador de Alagoas e, em seguida, foi eleito senador três vezes. Em 1952, governava Alagoas, adquire o jornal diário Gazeta de Alagoas, fundado em 25 de fevereiro de 1934, pelo jornalista Luiz Magalhães da Silveira.

Reprodução

A Gazeta de Alagoas passou a ser uma arma política do governador. Em outubro de 1960, é inaugurada a Rádio Gazeta. Em 1974, Arnon de Mello inaugura a primeira emissora de televisão do estado, a TV Gazeta de Alagoas, retransmissora da Rede Globo e, em 1978, entra no ar a Rádio Gazeta FM.

O maior complexo de comunicação de Alagoas, depois de alcançar os maiores índices de audiência, perdeu o direito de transmitir a programação da Rede Globo, o principal trunfo da Organização Arnon de Mello.

A falência das empresas de comunicação da OAM, presidida por Fernando Collor, é iminente por conta de dívidas com centenas de trabalhadores e fornecedores, que somam R$ 64 milhões, além de R$ 389 milhões ao Fisco. Enquanto isso, a maior empresa do grupo (a TV Gazeta de Alagoas, afilada da Rede Globo) acumula saldo a receber de R$ 125 milhões, em valores que foram “emprestados” aos sócios nos últimos anos.

A Rede Globo comunicou, no dia 4 de outubro, o encerramento do contrato com a TV Gazeta no dia 31 de dezembro. A partir de 1º de janeiro de 2024, a Globo terá (caso não haja decisão judicial contrária) uma nova empresa afiliada em Alagoas: o grupo Asa Branca, que já é parceiro da TV carioca para retransmissão em Caruaru (PE).

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A derrocada de Fernando Collor aconteceu de maneira espetacular: derrota eleitoral (não se reelegeu senador), apoiou Bolsonaro, derrotado por Lula, é condenado a 8 anos e 10 meses de prisão em regime fechado, sem a possibilidade de substituição da pena por restritiva de direitos, pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção. E mais: o golpe de misericórdia depois de 48 anos transmitindo a programação da Rede Globo, a direção da emissora carioca rompe e declara, através de nota, outro golpe aplicado por Fernando Collor.

“Com toda a franqueza, é covarde a conduta da TV Gazeta. Por não ter se preparado para o término da relação contratual, da qual era indubitavelmente conhecedora há meses, vem agora utilizar argumentos de terror, de prejuízo a funcionários ou ao soerguimento da empresa, como se fosse a Globo (e não ela própria) a responsável pelas consequências do término da relação”, diz resposta da Globo à Justiça.

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *