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Comando da PM investiga coronel por suspeita de traição para favorecer deputado federal

por | 26 nov, 2023

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Delegado licenciado, Fábio Costa estaria se favorecendo de informações sigilosas

O Comando da Polícia Militar enfrenta a suspeita de traição de oficiais da instituição, no vazamento de dados sigilosos do Núcleo de Estatística e Análise Criminal (NEAC), da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP). As informações do NEAC, que servem de orientação ao governo nas ações de combate à violência, estariam sendo repassadas ao deputado federal Fábio Costa (PP/AL), bolsonarista e opositor do governador Paulo Dantas (PMDB/AL).

Na última quinta-feira, 23, o comandante geral da PMAL, coronel Paulo Amorim Feitosa Filho, assinou a portaria 2134/2023-IP determinando que sejam investigados os fatos relacionados ao suposto vazamento de informações sigilosas do Núcleo de Análise Criminal. Para a investigação o Comando Geral nomeou o coronel Wilson da Silva.

A suspeita do Estado Maior é que oficiais partidários do ex-presidente Jair Bolsonaro, vinham repassando os dados estatísticos e sigilosos da SSP/AL a Fábio Costa. O parlamentar, delegado da Polícia Civil de Alagoas (PC/AL), licenciado para exercer o mandato federal,  é um dos críticos do governo estadual, e tem usado o parlamento para vociferar contra a atual política de segurança pública.

Estado Maior da PM investiga vazamento de dados que supostamente teria o cel. Walter do Valle como autor | Divulgação

Segundo fontes da PM, um dos suspeitos de vazar informações para o deputado é o coronel Walter do Valle de Melo Júnior, da Diretoria de Ensino da PMAL.

Depois que identificou o vazamento de informações, o Comando Geral da Polícia Militar mudou a direção do NEAC, o que levou Fábio Costa a reclamar ao Ministério Público Estadual (MP/AL). O parlamentar alegou que a mudança na gestão representaria a ingerência do governo no setor de pesquisa e estatísticas, com o propósito de alterar dados sobre a criminalidade em Alagoas.

Para comprovar que houve aumento nos registros de homicídios no Estado, o próprio deputado revelou estar de posse de documentos que recebera de forma extraoficial.

 

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