
O solo na área da mina 18 da Braskem, no bairro do Mutange, em Maceió, afundou mais 10,8 centímetros nas últimas 24 horas, totalizando 1,69 metro desde 21 de novembro. A informação foi divulgada esta manhã, pela Comissão Municipal de Defesa Civil, que revelou ainda o avanço das fissuras.
Segundo o coordenador da Defesa Civil Estadual, coronel Moisés Pereira de Melo, a cratera se encontra 60% na Lagoa Mundaú, e 40% no continente. “A parte molhada se ampliou hoje, prova que esse rebaixamento, esse afundamento da terra, que era de 1,40 m, está agora em torno de 1,60m”, disse o oficial.
Ele revelou ainda que, somente no sábado, 2, foram registrados 250 tremores. Mas, ressalta o cel. Moisé, não há relatos de que a população tenha percebido esses microssismos.
Conforme a Defesa Civil de Maceió, a área seca está sendo cada vez mais ocupada pela água da Lagoa Mundaú. O último registro da situação na mina da Braskem, feito por imagens aéreas, foi às 17h deste sábado, 2. É essa mina que pode colapsar a qualquer instante.
O órgão permanece em alerta máximo devido ao risco iminente de colapso, que pode continuar lento, como está agora, ou ocorrer de forma abrupta. A velocidade de deslocamento diminuiu para 0,7 cm por hora após chegar a 5 cm/h na última semana.
Em nota, a Defesa Civil recomenda que a popular evite transitar na área que foi esvaziada, “até uma nova atualização, enquanto medidas de controle e monitoramento são aplicadas para reduzir o perigo”.








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