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Por que JHC é perigoso?

por | 9 mar, 2024

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Foto: Victor Vercant / Secom Maceió

Por Geraldo de Majella

A imagem do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), vem sendo construída com profissionalismo desde quando se elegeu deputado estadual. Orientado pelo marketing, escolheu alvos com repercussão midiática e ascendeu eleitoralmente. Também é voz corrente, nos bastidores, que milhões foram injetados em suas campanhas.

Impôs o estilo personalista que se consolida dia a dia sem precisar, até o momento, constituir grupo político e repartir o poder. Faz carreira solo.

A onda antipetista e de extrema-direita inflada nas mídias e redes sociais o encontrou em posição privilegiada na Câmara Federal. Optou, sem relutar, pela candidatura de Bolsonaro. Identificação à primeira vista. JHC abraça as pautas da extrema-direita.

Eleito deputado federal pela legenda do PSB, na primeira oportunidade, a eleição de Bolsonaro, assinou a ficha do PL.

Em público, é apresentado como religioso, “bom moço” e de família. Esse é o script encenado pela extrema-direita. Não é dado a rompantes públicos, é matreiro e sabe calcular cada passos a ser dado.

Se utiliza das práticas fisiológicas na política, como o compadrio. Essas são características e estilos para entender o quanto JHC é perigoso e o quanto não pode ser desdenhado pelos adversários.

O domínio que exerce sobre a Câmara Municipal de Maceió, associado à sua imagem e um farto duodécimo, dissimula uma pretensa autonomia do Poder Legislativo, o que é falso.

A projeção para Maceió e para Alagoas de JHC, é, depois da ditadura militar, quem pior exerceu o Poder Executivo. É centralizador, personalista e tem despertado na oposição e nas mídias sinais claros do gestor que superfatura obras públicas. Suspeitas levantadas pela oposição sem que o prefeito tenha rebatido as denúncias apresentando dados convincentes.

Tem se apropriado do discurso messiânico como mecanismo de dominação, uma das práticas da extrema-direita. O descompromisso com a gestão pública e a busca desenfreada pelo poder são características típicas da sua personalidade.

JHC, no campo administrativo, pode superar em pouco tempo e com tão pouca idade o ex-governador de São Paulo, Paulo Salim Maluf, notabilizado como o gestor que mais elevou os preços das obras públicas no Brasil à época. Maluf, hoje, é um político moribundo condenado pela justiça brasileira. Pelas graves condições de saúde, cumpre pena em prisão domiciliar.

JHC não pode ser subestimado, é um perigo para Maceió e Alagoas.

P.S.:  Os jovens não sabem quem é Paulo Maluf, é como se tivéssemos falando da pré-história brasileira. As informações necessárias são encontradas no Google.

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