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Delegados e PM vão detalhar operação que apreendeu fuzil no Eustáquio Gomes

por | 19 fev, 2025

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Fuzil foi apreendido por militares do Choque, durante patrulhamento no Eustáquio Gomes | Foto: Agência Alagoas

Autoridades da Segurança Pública vão divulgar, na manhã desta quinta-feira, 20, os detalhes da operação em que agentes da Companhia de Policiamento de Choque (CPC) apreenderam, na terça-feira, 18, um fuzil, no conjunto Eustáquio Gomes, no bairro Cidade Universitária. Segundo o secretário de Defesa Social, Flávio Saraiva, a operação será detalhada em entrevista coletiva, marcada para às 11h, na Seds.

A apreensão dessa arma, de alto poder destrutivo, ocorre no momento em que os dois principais grupos criminosos do país anunciam uma aliança.

Depois de anos travando uma guerra violenta, com milhares de mortes dentro e fora dos presídios, criminosos do Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) decidiram fazer uma trégua. Conforme o noticiário nacional, em reportagens divulgadas esta semana, um lado não mata e nem avança nos territórios do outro.

Nas ações da bandidagem nos grandes centros, como Rio de Janeiro e São Paulo, onde impera o poder do PCC e do CV, o uso de fuzis é rotina. Mas não em estados do Nordeste, especialmente em Alagoas.

Por isso, o que ocorreu no Eustáquio Gomes, quando militares do CPC, chamados a conter um caso de ameaça com arma de fogo, durante patrulhamento, fez busca na residência do denunciado. Com apoio de uma equipe do Bope, os policiais encontraram um fuzil T4, com sete carregadores, além de uma pistola e cerca de 29 munições de calibre 9 milímetros.

O armamento pertencia a um homem de 54 anos, cujo nome não foi divulgado. Ele se apresentou como CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores).

O fuzil apreendido é um T4, fabricado pela Taurus, e lançado no Brasil em 2019. Homologado pelo Exército Brasileiro, sua venda é permitida aos CACs (Caçadores, Atiradores e Colecionadores). Um decreto assinado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2019, permitiu a qualquer cidadão comprar um fuzil.

Para especialistas, a facilidade para comprar armas acaba beneficiando a criminalidade.

Os delegados Gustavo Henrique, José Carlos André e Igor Diego, da Polícia Civil, junto com o comandante geral da Polícia Militar, cel. Paulo Amorim, e os comandantes do Batalhão de Operações Especiais (Bope), tenente-coronel Henrique Jatobá, e da Ronda Ostensiva Tática Motorizada (Rotam), major Helquias Pereira, serão os representantes da Defesa Social que darão os detalhes dessa operação.

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