Duas licenças que a empresa Geomineração Exploração Mineral Ltda tinha para retirar areia no município de Feliz Deserto, a cerca de 115 quilômetros de Maceió, foram suspensas pelo Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL). A decisão, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), edição desta quinta-feira, 19, traz os motivos pelos quais o órgão proíbe a Geomineração de continuar operando no município.
Para determinar a cassação das licenças, o IMA identificou omissão e falsas informações e superveniência de graves riscos ambientais e de saúde.
A operação da Geomineração causou sérios danos ambientais em Feliz Deserto, levando moradores e entidades sociais do município a recorrer ao Ministério Público Federal (MPF/AL), para suspender a retirada de areia nas jazidas ali existentes.
A empresa vinha tirando areia para vender à mineradora Braskem, que usa o material para tapar as minas de salgema que tem em Maceió, cuja exploração resultou na destruição de 5 bairros na capital alagoana. A mineradora foi obrigada a desativar as minas para estabilizar o solo na região do Pinheiro, e para isso recorreu à Geomineração, entre outras empresas.
Diante dos drásticos danos provocados pela extração, estimada em 1.700 toneladas de areia, a população impetrou Representação no MPF contra a Geomineração, pedindo não somente a suspensão da operação, mas também a investigação dos impactos ambientais resultantes. Os denunciantes querem medidas compensatórias.
A primeira vitória da população de Feliz Deserto veio com essa decisão do IMA/AL, determinando a imediata suspensão da retirada de areia nas jazidas do município.







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