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Carnaval de Recife impulsiona economia; Maceió gasta milhões em Bloco com público em queda

por | 11 mar, 2025

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Foto: G1/PE

A Prefeitura do Recife divulgou, no sábado (8), no Diário Oficial, os cachês das atrações do Carnaval na capital pernambucana. Os valores pagos aos cantores João Gomes e Pabllo Vittar não foram informados, pois, seus cachês foram custeados por patrocinadores do evento.

A programação do Carnaval no Recife contou com mais de três mil apresentações culturais, distribuídas em 50 polos espalhados por toda a cidade durante os seis dias oficiais de festa, com uma média de dez apresentações por dia em cada polo.

O cantor Alceu Valença recebeu o maior cachê do Carnaval, totalizando R$ 440 mil por duas apresentações: uma no Marco Zero, em 28 de fevereiro, e outra no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste da capital, em 2 de março.

Geraldo Azevedo, também com duas apresentações, recebeu R$ 320 mil. Sua primeira performance ocorreu em 28 de fevereiro, no Marco Zero, e a segunda na Bomba do Hemetério, na Zona Norte, em 2 de março.

Raphaela Santos, com um único show na abertura do Carnaval, em 27 de fevereiro, recebeu R$ 250 mil.

Na Quarta-feira de Cinzas, o prefeito João Campos (PSB) afirmou que o Carnaval do Recife foi uma “festa democrática, aberta, livre, uma mistura de muitos ritmos, com 98% da grade de atrações composta por artistas locais, mas também recebendo grandes nomes da música brasileira em nossos palcos”. Durante o carnaval, aproximadamente R$ 2,7 bilhões circularam na cidade, com ocupação hoteleira próxima a 100% e a geração de 58 mil empregos temporários.

Confira os cachês abaixo:

Alceu Valença – R$ 440 mil

Geraldo Azevedo – R$ 320 mil

Raphaela Santos – R$ 250 mil

Elba Ramalho – R$ 200 mil

Lia de Itamaracá – R$ 130 mil

Maria Clara – R$ 80 mil

Tayara Andreza – R$ 80 mil

O que aconteceu em Maceió?

O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), do PL, destinou R$ 1 milhão ao bloco Pinto da Madrugada, evidenciando um claro favorecimento à sua agremiação de preferência. Apesar de perder público nos últimos anos, o bloco continua recebendo cachês milionários a cada edição.

Foto: Divulgação

Em 2025, estima-se que menos de cinco mil foliões tenham participado do desfile. Entre os produtores culturais, há um consenso de que a gestão JHC/Rodrigo Cunha, nos últimos cinco carnavais, tem negligenciado os demais blocos, concentrando investimentos e atenção no Pinto da Madrugada.

Prestação de contas

Espera-se que a administração do bloco Pinto da Madrugada apresente uma prestação de contas transparente, com a divulgação detalhada dos gastos. Tanto a Prefeitura de Maceió quanto o próprio bloco devem publicar essas informações no Diário Oficial e nas redes sociais da entidade, garantindo clareza e acesso público aos dados.

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