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Arlindo Cruz: trajetória e legado de um ícone do samba

por | 8 ago, 2025

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Arlindo Cruz | Reprodução

Arlindo Domingos da Cruz Filho (Madureira, 14 de setembro de 1958 – Rio de Janeiro, 8 de agosto de 2025) foi músico, compositor e instrumentista extraordinário, considerado um dos maiores nomes do samba e do pagode no Brasil.

Desde a infância, viveu cercado pela música. Sua mãe tocava pandeiro, o pai, cavaquinho, e o tio, violão. Aos sete anos ganhou o primeiro cavaquinho e, aos doze, já tocava violão de ouvido, inspirado pelo irmão, o compositor Acyr Marques. Estudou teoria musical e violão clássico na Escola Flor do Méier.

Na década de 1980, destacou-se nas rodas de samba do Cacique de Ramos, convivendo com Jorge Aragão, Almir Guineto, Beto Sem Braço e Zeca Pagodinho. Em 1981 ingressou no Grupo Fundo de Quintal, onde permaneceu por 12 anos, sendo responsável por sucessos como “Só Pra Contrariar” e “O Show Tem Que Continuar” .

Após deixar o grupo, construiu uma sólida carreira solo e lançou álbuns de destaque, como MTV ao Vivo: Arlindo Cruz (2009), que vendeu mais de 100 mil cópias. Compôs mais de 700 músicas gravadas por grandes intérpretes e também sambas-enredo para escolas como Império Serrano, Vila Isabel e Grande Rio.

Reconhecido com mais de 26 prêmios, incluindo o Prêmio da Música Brasileira de Melhor Cantor de Samba em 2015, Arlindo teve sua trajetória celebrada no Carnaval de 2023 pela Império Serrano.

Em março de 2017, sofreu um AVC hemorrágico que interrompeu sua carreira. Após anos de complicações de saúde, faleceu em 8 de agosto de 2025, aos 66 anos, no Rio de Janeiro, vítima de falência múltipla dos órgãos.

Arlindo Cruz deixa um legado que vai além da música. Foi guardião da cultura popular, levando o samba às raízes comunitárias e ajudando a mantê-lo como patrimônio nacional. Sua obra e sua história seguirão vivas, ecoando nas rodas de samba e no coração do povo brasileiro.

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