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Rui Palmeira cobra apuração sobre investimentos no Banco Master pela gestão JHC

por | 10 fev, 2026

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Foto: Divulgação

O vereador Rui Palmeira (PSD) voltou a adotar um tom crítico e fiscalizador durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Maceió realizada nesta terça-feira (10). Em pronunciamento que concentrou maior atenção nas investigações da Polícia Federal sobre investimentos de regimes próprios de previdência no Banco Master, o parlamentar afirmou que o município de Maceió pode estar mais próximo do centro das apurações do que se imagina.

Segundo Rui, operações recentes da PF no Rio de Janeiro e no Amapá — estados cujos regimes previdenciários figuram entre os que mais aportaram recursos na instituição financeira — reforçam o cerco investigativo em torno do Banco Master. Maceió, destacou o vereador, aparece como o terceiro ente público que mais teria registrado perdas com aplicações no banco.

“Se geograficamente estamos longe do Amapá, do ponto de vista da investigação estamos muito próximos. A Polícia Federal vai bater à porta do IPREV Maceió, e aí finalmente vamos entender como se deu esse investimento que considero absurdo”, afirmou em tribuna.

O parlamentar também citou reportagem da Folha de S.Paulo informando que ao menos outros seis estados mantêm investimentos no Banco Master sob análise das autoridades, incluindo São Paulo, Amazonas e Alagoas. Para Rui Palmeira, o cenário exige vigilância permanente e respostas claras por parte dos gestores dos fundos previdenciários.

Questionamentos administrativos

Em um segundo momento do discurso, o vereador fez referência a possíveis irregularidades envolvendo cargos vinculados à Mesa Diretora da Câmara Municipal de Maceió. De acordo com Rui, existem atualmente 84 cargos comissionados destinados ao apoio técnico e administrativo da Casa, com salários que variam entre R$ 5 mil e R$ 17 mil, mas parte desses servidores não estaria exercendo as funções previstas em norma interna.

O vereador relatou já ter solicitado formalmente informações à Mesa Diretora sobre a ocupação e a efetiva atuação desses cargos, sem obter resposta até o momento. Paralelamente, afirmou estar reunindo documentos e relatos para encaminhar ao Ministério Público Estadual, com o objetivo de que os fatos sejam apurados de forma independente.

Entre os casos mencionados estão a esposa de um ex-prefeito do interior do estado e uma jovem de 24 anos, que reside no bairro de Ipioca, em uma rua vulnerável, sem calçamento e sem coleta de esgoto, recebendo salário de R$ 15.700. Segundo o vereador, a mesma pessoa recebeu Bolsa Família até junho de 2025 e teria, inclusive, acumulado o benefício social com a remuneração da Câmara nos seis primeiros meses de nomeação.

Conhecido pela atuação incisiva na fiscalização da administração pública, Rui Palmeira concluiu defendendo mais transparência tanto na gestão dos recursos previdenciários quanto na estrutura administrativa do Legislativo municipal, destacando que “o interesse público precisa sempre estar acima de acordos políticos ou conveniências internas”.

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