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Mistura de álcool e medicamentos exige atenção redobrada no Carnaval

por | 14 fev, 2026

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Foto: Agência Alagoas

O aumento do consumo de bebidas alcoólicas durante o Carnaval traz um alerta importante para a saúde. Em meio ao ritmo intenso da folia, cresce também a procura por medicamentos para aliviar sintomas como dor de cabeça, enjoo e dores musculares, prática que pode representar riscos quando feita sem orientação profissional.

A farmacêutica Letícia Maria, que atua no Hospital Regional de Palmeira dos Índios, chama atenção para os perigos do uso indiscriminado de analgésicos, anti-inflamatórios, relaxantes musculares e antialérgicos, especialmente quando associados ao álcool. Segundo ela, a combinação pode causar danos sérios ao organismo.

“Durante o Carnaval, muitas pessoas usam medicamentos para suportar o cansaço ou evitar a ressaca. O problema é o abuso, que pode mascarar doenças e atrasar o diagnóstico de quadros mais graves”, explica a farmacêutica.

Do ponto de vista clínico, a interação entre álcool e certos medicamentos é motivo de preocupação. Letícia destaca que analgésicos à base de paracetamol, quando ingeridos junto com bebidas alcoólicas, aumentam significativamente o risco de lesões no fígado. Já os anti-inflamatórios podem provocar irritação no estômago, úlceras e até sangramentos gastrointestinais.

Outro fator de risco é o consumo de bebidas energéticas associadas ao álcool. Ricas em cafeína e estimulantes, elas podem mascarar a sensação de embriaguez, levando à ingestão excessiva de álcool. “Isso pode resultar em intoxicação alcoólica, desidratação e alterações cardiovasculares”, alerta.

Pessoas com problemas cardíacos, hipertensão ou transtornos de ansiedade devem ter cuidado redobrado. “O excesso de estimulantes pode provocar taquicardia, arritmias, aumento da pressão arterial e crises de ansiedade”, reforça a farmacêutica, que recomenda hidratação constante e consumo moderado.

Entre os sinais que exigem atendimento médico imediato estão vômitos persistentes, dores abdominais intensas, confusão mental, desmaios, batimentos irregulares e amarelamento da pele ou dos olhos. A orientação é evitar a automedicação e buscar sempre orientação profissional.

“Cuidar da saúde é essencial para aproveitar a festa com segurança. Informação, hidratação e uso responsável de medicamentos fazem toda a diferença”, conclui Letícia Maria.

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