
O ex-presidente Jair Bolsonaro | Sergio Lima/AFP
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou, na manhã desta sexta-feira (27), o Hospital DF Star, em Brasília, após duas semanas internado. Ele seguirá para casa, no condomínio Solar de Brasília, onde cumprirá prisão domiciliar por 90 dias.
A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após pedido da defesa com base no estado de saúde do ex-presidente.
Bolsonaro estava internado desde o dia 13 de março, após passar mal na unidade prisional conhecida como Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda. Durante a internação, foi diagnosticado com pneumonia bacteriana decorrente de broncoaspiração e chegou a ficar na UTI.
Segundo boletim médico divulgado na quinta-feira (26), o quadro clínico evoluiu com melhora, sem sinais de infecção aguda. O cardiologista Brasil Caiado informou que o pulmão direito está praticamente normal, enquanto o esquerdo ainda apresenta lesão residual.
A decisão judicial prevê uso de tornozeleira eletrônica e impõe restrições, como proibição de uso de redes sociais e de gravação de áudios ou vídeos. O caso será reavaliado pelo STF ao fim do prazo, podendo haver perícia médica.
Durante o período de prisão domiciliar, Bolsonaro poderá receber apenas visitas de familiares diretos e advogados, além de acompanhamento de profissionais de saúde.
O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pela Primeira Turma do STF por tentativa de golpe de Estado. A decisão pela prisão domiciliar também considerou parecer favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que destacou a necessidade de cuidados contínuos fora do sistema prisional.
Bolsonaro já apresentou outros episódios de problemas de saúde desde a prisão, incluindo internações anteriores e intercorrências clínicas enquanto cumpria medidas cautelares.





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