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Entre Banco Master, PPPs e dívidas bilionárias: a gestão temerária de JHC

por | 28 mar, 2026

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Divulgação

 

Desde 2021, a Prefeitura de Maceió, sob o comando do prefeito João Henrique Caldas (JHC), mantém um ritmo acelerado de contratação de empréstimos em reais e em dólares, além de Parcerias Público-Privadas (PPPs) de alto custo, comprometendo mais de R$ 3 bilhões do orçamento municipal por três décadas. Somados, os empréstimos em moeda estrangeira já se aproximam de R$ 1 bilhão, fazendo com que o volume total de recursos comprometidos alcance cerca de R$ 4 bilhões ao longo dos próximos anos.

2022 – Contrato de US$ 40 milhões com o Fonplata para o programa Desenvolve Maceió, contemplando requalificação urbana, contenção de encostas e melhorias no mercado público e espaços comunitários. Considerando a cotação do dólar hoje, 27, em torno de R$ 5,27 por US$ 1,00, esse contrato equivaleria a cerca de R$ 210,8 milhões em valores da época da aplicação.

Segundo semestre de 2025 – Projetos enviados à Câmara autorizam US$ 150 milhões junto ao New Development Bank (NDB) e R$ 400 milhões com bancos nacionais, totalizando cerca de R$ 1,2 bilhão em novos empréstimos aprovados. A operação com o NDB foi confirmada em dezembro de 2025, com liberação de US$ 150 milhões, que, à cotação atual da moeda, equivaleria a aproximadamente R$ 790,5 milhões.

Somando todas as operações, os empréstimos da Prefeitura de Maceió ultrapassam R$ 2,3 bilhões, valor que resulta da soma de cerca de R$ 1,3 bilhão em contratos firmados em reais com aproximadamente R$ 950 milhões em empréstimos em dólar, já convertidos para a moeda nacional. Esse montante representa a chamada dívida direta do município, ou seja, tudo aquilo que foi efetivamente tomado por meio de financiamentos. No caso dos contratos em moeda estrangeira, há ainda um fator adicional de risco: como a dívida está atrelada ao dólar, qualquer alta da moeda pode elevar o valor a ser pago, pressionando ainda mais as contas públicas.

Paralelamente, a Prefeitura estruturou duas PPPs de alto custo e longo prazo:

PPP da Educação – Custo global de R$ 1,33 bilhão em 30 anos para construção de 20 escolas, reforma de 15 unidades e manutenção, com maior parte do valor destinada à operação, manutenção e remuneração do investidor privado.

PPP do Centro de Maceió (prédios) – Investimento direto de cerca de R$ 200 milhões, mas custo global de R$ 1,79 bilhão em 30 anos, refletindo operação, manutenção e remuneração do investidor privado.

Combinando empréstimos e parcerias público-privadas (PPPs), a gestão compromete mais de um quarto da receita líquida anual da prefeitura, sem amplo debate público ou consulta à rede municipal de ensino e à sociedade. A ausência de transparência e o tipo de ação política e administrativa consolidam JHC como um gestor temerário, que toma decisões de alto impacto sem a devida participação social. Deixando o pavio acesso para as administrações vindouras.

JHC é Massa ou Master?

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