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CPMI encerra trabalhos com acusações contra o relator Alfredo Gaspar por estupro de vulnerável e compra de silêncio 

por | 28 mar, 2026

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Foto: Assessoria

O deputado federal Alfredo Gaspar de Mendonça Neto (PL-AL), relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social, passou a ser alvo de uma notícia de fato apresentada à Polícia Federal na sexta-feira (27), com relatados suspeitas de prática de estupro de vulnerável.

O documento foi protocolado pelos parlamentares Lindbergh Farias (PT-RJ) e Soraya Thronicke (Podemos-MS), que solicitaram a tramitação sob sigilo, conforme informações obtidas pela imprensa.

Segundo a comunicação encaminhada à PF pelos dois congressistas, há indícios preliminares de que Gaspar teria cometido estupro de vulnerável e fraude processual contra uma adolescente que, à época dos fatos, teria 13 anos de idade. A denúncia, conforme os parlamentares, inclui relatos de violência sexual e de esforços para impedir que o caso fosse levado às autoridades competentes.

De acordo com os elementos anexados ao documento, a jovem supostamente teria engravidado da relação e posteriormente dado à luz a uma criança, hoje com oito anos. Ainda segundo o material, a criança teria nascido no Rio de Janeiro e teria sido registrada em nome de terceiros, sem constarem os nomes dos pais biológicos, embora a mãe biológica, conforme a denúncia, tenha criado a filha.

Além disso, Lindbergh e Soraya relataram à Polícia Federal a existência de indícios de tentativas de negociação de valores para assegurar o silêncio sobre o suposto crime, incluindo referências a transações de R$ 70 mil já efetuadas e tratativas de cerca de R$ 400 mil com a alegada finalidade de impedir a comunicação dos fatos às autoridades.

O pedido apresentado pelos parlamentares pede que a PF preserve imediatamente provas digitais, investigue eventuais pagamentos e identifique intermediários, além de adotar providências para proteger a suposta vítima, a criança e eventuais testemunhas, conforme consta no documento com pedido de sigilo.

O protocolo desta notícia de fato ocorre no mesmo dia em que, no âmbito da CPMI do INSS, Lindbergh Farias e Alfredo Gaspar se envolveram em uma discussão acalorada, na qual o deputado petista chegou a chamar o relator de “estuprador”.

Resposta de Alfredo Gaspar

Em reação às acusações, Alfredo Gaspar divulgou nota em que nega veementemente qualquer envolvimento nos fatos descritos e classifica a denúncia como falsa e irresponsável. Segundo ele, os episódios narrados pelos parlamentares se referem a um primo seu, e não a ele próprio, afirmando que exames de DNA comprovariam a paternidade do familiar sobre a pessoa mencionada.

O relator também afirmou que adotará todas as medidas legais cabíveis, inclusive junto ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, para responsabilizar os autores das acusações. Ele informou que prestará notícia crime na Polícia Legislativa e na Procuradoria Geral da República (PGR) contra os parlamentares por coação no curso do processo e denunciação caluniosa.

Até o momento, a Polícia Federal não informou se instaurou inquérito a partir da notícia de fato, nem divulgou qualquer manifestação oficial sobre o andamento das diligências.

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