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Pré-candidato da UP ao Senado critica oligarquias e defende representação popular em Alagoas

por | 13 maio, 2026

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O professor, historiador e jornalista Alexandre Fleming afirmou que a disputa pelas duas vagas de Alagoas no Senado Federal, em 2026, será decisiva para ampliar a representação popular no Congresso Nacional e enfrentar o avanço das oligarquias políticas e econômicas no estado.

Pré-candidato ao Senado pela Unidade Popular, Fleming criticou a permanência de grupos tradicionais no comando da política alagoana e defendeu que pelo menos uma das vagas seja ocupada por um representante ligado aos movimentos populares e à classe trabalhadora.

“Hoje já temos pai e filho ocupando espaços no Senado ligados às mesmas estruturas oligárquicas. Agora querem manter novamente as duas vagas sob controle dos mesmos grupos políticos tradicionais. Alagoas não pode aceitar a compra política dessas vagas, nem entregar uma delas à extrema-direita”, declarou.

Segundo o pré-candidato, a eleição de 2026 terá peso estratégico porque cada eleitor poderá escolher dois nomes para o Senado, em uma renovação que atingirá até dois terços da composição da Casa. Para Fleming, o debate ultrapassa a disputa eleitoral e envolve os limites da representação democrática no país.

“A ideia de que o Estado opera historicamente como instrumento de reprodução dos interesses das classes dominantes é debatida desde o século XIX pelos pensadores clássicos da esquerda socialista. O parlamento brasileiro não está fora dessas contradições e funciona, em grande medida, subordinado aos interesses das elites econômicas e dos grandes grupos empresariais”, afirmou.

Fleming defendeu a eleição de representantes comprometidos com pautas populares e críticas ao atual modelo político. “É preciso eleger alguém ligado às lutas reais do povo, capaz de levar a voz das ruas para dentro do Congresso Nacional, fazer o parlamento sentir a força dos movimentos sociais, das periferias e de quem enfrenta diariamente as desigualdades desse país”, disse.

O pré-candidato também criticou parlamentares que, segundo ele, atuam contra pautas trabalhistas e sociais. “Não podemos continuar elegendo parlamentares que votam contra o povo, contra o fim da escala 6×1, contra a taxação dos super-ricos e que silenciam diante da violência política, da misoginia e dos ataques aos direitos sociais”, pontuou.

Ao comentar a influência econômica sobre o Legislativo, Fleming citou a jornalista e cientista política Maria Inês Nassif e a análise apresentada no artigo “O Legislativo se vende porque a elite econômica o compra”. Para ele, em Alagoas a captura das estruturas do Estado pelas oligarquias ocorre de forma ainda mais intensa.

Mesmo fazendo críticas ao sistema político, Fleming afirmou que é necessário enfrentar o avanço da extrema-direita e do bolsonarismo nas instituições. “O objetivo desses setores é ampliar uma lógica autoritária permanente, sufocando espaços de mediações e tensões dentro desse modelo e aprofundando uma espécie de ditadura passiva dentro das próprias instituições”, declarou.

O pré-candidato também defendeu a responsabilização dos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro e afirmou que a disputa pelo Senado em 2026 definirá quais interesses terão representação dentro das estruturas de poder do país.

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