O vereador Rui Palmeira voltou a cobrar esclarecimentos sobre aplicações financeiras realizadas pelo Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (IPREV) após a deflagração da Operação Off-Balance, da Polícia Federal, nessa quarta-feira (13), em São Paulo.
A operação investiga possíveis irregularidades na aplicação de cerca de R$ 107 milhões de recursos de um Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) do município de Cajamar, no interior paulista, em letras financeiras emitidas por bancos privados. Segundo a Polícia Federal, há suspeitas de gestão temerária dos recursos previdenciários.
Durante pronunciamento, Rui Palmeira afirmou que o caso reforça a necessidade de aprofundamento das investigações sobre investimentos realizados pelo IPREV de Maceió, especialmente em operações ligadas ao Banco Master e ao Banco Daicoval.
“O cerco está fechando. A Polícia Federal bateu às portas de mais um instituto de previdência que perdeu dinheiro dos aposentados nas letras podres do Banco Master”, declarou o vereador, ao citar o prejuízo de R$ 87 milhões registrado em Cajamar.
Rui Palmeira também voltou a afirmar que Maceió teria sido a cidade brasileira com maior volume de recursos aplicados no esquema envolvendo o Banco Master. Segundo ele, além das aplicações já conhecidas, a Prefeitura de Maceió também teria investido R$ 50 milhões em um fundo chamado Nest Eagle, vinculado ao Banco Daicoval.
“E agora temos uma novidade. A Polícia Federal passa a investigar também as letras financeiras do Banco Daicoval. E adivinha? A Prefeitura de Maceió também colocou dinheiro nesse esquema”, afirmou.
O parlamentar defendeu que a Polícia Federal aprofunde as apurações envolvendo os investimentos realizados pelo instituto previdenciário da capital alagoana. “A gente espera que a Polícia Federal possa chegar o mais rápido possível aqui em Maceió para efetivamente desvendar os mistérios que assolam o IPREV”, completou.
A Operação Off-Balance cumpriu seis mandados de busca e apreensão nos municípios de Cajamar, Boituva e na capital paulista, além de medidas cautelares de afastamento de função pública e indisponibilidade de bens, autorizadas pela 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo.







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