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ONG ligada ao filme sobre Bolsonaro é suspeita de atuar como “laranja” em contrato de R$ 108 milhões,

por | 21 maio, 2026

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O vereador paulistano Nabil Bonduki afirmou que uma organização da sociedade civil ligada à produtora do filme Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro, pode ter atuado como “laranja” em um contrato de R$ 108 milhões firmado com a Prefeitura de São Paulo para instalação de pontos de Wi-Fi em comunidades da capital.

Em entrevista ao ICL Notícias, o parlamentar afirmou que a entidade não possuía capacidade técnica para executar os serviços contratados e teria funcionado apenas como intermediária para distribuição de recursos públicos a empresas terceirizadas.

“Essa organização funciona como uma espécie de organização laranja. Ela funciona simplesmente para receber recursos, distribuir esses recursos para outras organizações”, declarou Bonduki.

Segundo o vereador, o chamamento público restringiu a participação apenas a organizações da sociedade civil, impedindo a concorrência direta de empresas privadas especializadas em tecnologia. Para ele, o formato favoreceu a entidade selecionada.

Bonduki também apontou supostas irregularidades na execução do contrato, afirmando que parte dos pontos de internet declarados como instalados não existiam nos endereços informados. Ele relatou ainda casos de equipamentos posicionados a poucos metros uns dos outros e pagamentos antecipados antes da prestação efetiva dos serviços.

“Existem pontos instalados, mas nós verificamos alguns endereços e não havia ponto nenhum”, disse.

O vereador defendeu a ampliação das investigações com participação do Ministério Público Federal, Polícia Federal, Conselho de Controle de Atividades Financeiras e Banco Central para rastrear o destino dos recursos públicos envolvidos no contrato.

Na entrevista, Bonduki também levantou suspeitas de possível utilização política da estrutura financiada com recursos públicos, incluindo eventual ligação com grupos bolsonaristas e organizações atuantes em periferias da capital paulista.

O ICL Notícias informou que procurou o Instituto Conhecer Brasil, citado na reportagem, mas não obteve retorno até o fechamento da matéria.

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