A Secretaria de Estado da Cidadania e da Pessoa com Deficiência (Secdef) lançou a cartilha pedagógica “Eu Me Protejo na Escola”, que será utilizada nas escolas da rede pública e nas creches Cria como instrumento de prevenção e orientação sobre segurança infantojuvenil.
O material foi apresentado durante o seminário “Todo Dia é 18 de Maio: Tecendo Redes de Autoproteção e Dignidade Infantojuvenil”, realizado em Maceió. O evento reuniu 126 participantes das nove regiões administrativas de Alagoas para avaliar as ações de enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. A programação também contou com apresentações teatrais de estudantes da rede pública como forma de sensibilização sobre o tema.
Durante o encontro, a secretária executiva da Cidadania da Secdef, Caroline Fidelis, destacou a importância da atuação conjunta entre diferentes setores e da presença do Estado nos municípios.
“O combate à violência sexual contra crianças e adolescentes exige presença real e articulação de forças. Quando o Estado promove ações intersetoriais e vai a campo, acessando diretamente os territórios, conseguimos de fato efetivar e acompanhar as políticas públicas para quem é nossa prioridade absoluta por direito”, afirmou.
Responsável pelas formações nos municípios e nas unidades escolares, a gerente de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente da Secdef, Charlene de Barros, ressaltou o papel da educação na construção da rede de proteção.
“Nesse cenário, as escolas estaduais e municipais das nove regiões de Alagoas foram parceiras fundamentais no eixo da promoção. Ir até a ponta significa estar onde esse público mais convive, socializa e se desenvolve. Ao capacitarmos os profissionais da educação, ampliamos uma rede de apoio essencial e integrada”, disse.
Já a superintendente de Promoção, Fortalecimento e Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente da Secdef, Maria Helena Veiga, enfatizou a necessidade de manter ações permanentes de prevenção e reforçou a importância das denúncias para combater as violações.
“Garantir um desenvolvimento seguro e livre de violência para crianças e adolescentes exige vigilância diária e a união de esforços institucionais”, afirmou. Ela acrescentou que “o silêncio beneficia o agressor; é preciso falar”.
Segundo a Secdef, o seminário faz parte das ações de monitoramento e avaliação do ciclo 2025/2026 e integra a estratégia de fortalecimento das políticas de prevenção e autoproteção em parceria com os municípios e a rede de garantia de direitos.






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