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Direita alagoana evita comentar casos envolvendo políticos ligados ao PL

por | 3 jul, 2026

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Lideranças da extrema-direita e da direita em Alagoas têm mantido silêncio diante de investigações, operações policiais e reportagens envolvendo políticos e empresários ligados ao PL e a aliados do partido em nível nacional, em casos que vêm ganhando repercussão na imprensa.

Apesar da repercussão nacional desses casos, lideranças do PL em Alagoas — entre elas o presidente estadual Alfredo Gaspar, o deputado estadual Cabo Bebeto (PL), o deputado federal Delegado Fábio Costa (PP), o vereador Leonardo Dias (PL) e o vereador licenciado Thiago Prado (PL) — têm evitado manifestações públicas sobre os fatos investigados.

Entre os episódios recentes, estão mensagens e áudios revelados pelo The Intercept Brasil envolvendo o senador Flávio Bolsonaro em tratativas com o banqueiro Daniel Vorcaro relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. O valor citado chega a R$ 134 milhões, com menção a repasses de cerca de R$ 61 milhões.

O líder do PL, deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), também ganhou repercussão em investigações da Polícia Federal sobre o uso de cotas parlamentares e movimentações financeiras de assessores. O deputado teve apreendidos cerca de R$ 470 mil em espécie em imóvel ligado ao parlamentar, sem comprovação de origem apresentada no momento da apreensão. Já no dia 1º, a PF realizou nova etapa de busca e apreensão envolvendo assessores ligados ao deputado.

No Rio de Janeiro, o então governador Cláudio Castro também é alvo de investigações da Polícia Federal relacionadas a contratos e aportes financeiros do Rioprevidência em letras financeiras do Banco Master, conhecidas como “letras podres”, em operações que somam cerca de R$ 3,8 bilhões.

Em Santa Catarina, levantamentos da imprensa indicam que cerca de 30 prefeitos foram presos ou alcançados por decisões judiciais desde 2020, em operações de combate à corrupção conduzidas pelo Ministério Público, por meio do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas).

O silêncio dos setores mais extremistas da direita é visto como evidência de que os episódios noticiados pela imprensa, envolvendo investigações e ações já sob análise do sistema de Justiça, colocam em contraste o discurso de “combate à corrupção”. A seletividade nas manifestações públicas revela uma estratégia política diante dos casos em andamento.

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