O Axé Pratagy promove, entre os dias 4 e 11 de julho, a sexta edição do Festival Omi Odara, que reúne atividades voltadas à valorização da cultura afro-brasileira, da ancestralidade e da preservação ambiental. Neste ano, o evento traz como tema “O Feminino das Águas Tecendo Caminhos para a Justiça Climática”, propondo debates sobre o protagonismo das mulheres negras, a proteção dos recursos naturais, os direitos humanos e o enfrentamento ao racismo ambiental.
Realizado em alusão ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho, o festival reunirá lideranças de religiões de matriz africana, pesquisadores, representantes de instituições públicas, movimentos sociais, profissionais da saúde e integrantes da comunidade. A programação inclui ações de educação ambiental, rodas de conversa, atividades de promoção da saúde e celebrações tradicionais.
A abertura acontece nesta sexta-feira (4), com uma ação de conscientização ambiental nas margens do Rio Pratagy, nas proximidades da Ponte do Mirante da Sereia. Das 9h às 11h, voluntários participarão de atividades voltadas à preservação do rio e ao fortalecimento da consciência sobre a importância da proteção dos recursos hídricos.
No dia 8 de julho, das 9h às 16h, será realizada uma ação gratuita de saúde e beleza na quadra esportiva da Boca do Rio, na entrada do Axé Pratagy. A iniciativa oferecerá serviços voltados ao bem-estar, autocuidado e promoção da saúde para a comunidade.
Já no dia 9 de julho, o Axé Pratagy sediará o seminário “O Feminino das Águas Tecendo Caminhos para a Justiça Climática”, das 8h às 16h. Com inscrições gratuitas, o encontro reunirá especialistas, sacerdotes, sacerdotisas e pesquisadores para discutir temas ligados aos povos de terreiro, aos territórios tradicionais e às questões ambientais.
A programação do seminário contará com quatro rodas de conversa sobre justiça climática e racismo ambiental, protagonismo feminino nas religiões de matriz africana, os terreiros como espaços de tradição e resistência e a relação entre saúde e práticas ancestrais.
O encerramento será no dia 11 de julho, às 16h, com o tradicional Toque de Oxum e Presente para as Águas. A celebração homenageia a orixá das águas doces e reúne música, espiritualidade e manifestações de fé em agradecimento às águas, reforçando o compromisso com a preservação ambiental.
Em sua sexta edição, o Festival Omi Odara consolida-se como um espaço de valorização da cultura afro-brasileira, fortalecimento dos povos de terreiro e promoção de debates sobre justiça climática, unindo tradição, conhecimento e ações em defesa da vida e do meio ambiente.








0 comentários