O programa Brasil Contra o Crime Organizado, lançado pelo governo federal em maio deste ano, provocou um prejuízo estimado em R$ 3 bilhões às organizações criminosas em menos de dois meses de atuação. O balanço foi divulgado na quarta-feira (2) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Segundo a pasta, as operações também resultaram na prisão de 18,8 mil pessoas, na apreensão de quase 135 toneladas de drogas e na erradicação de mais de 93 mil pés de maconha.
Nas ações de combate às fraudes eletrônicas e ao estelionato digital, foram bloqueados R$ 103 milhões. Ao todo, o programa também apreendeu mais de R$ 723 milhões em bens e bloqueou outros R$ 324,9 milhões em ativos financeiros ligados ao crime organizado.
As operações retiraram de circulação 2.159 armas de fogo e 31,4 mil munições. Mais de 17 mil profissionais das forças de segurança federais, estaduais e municipais participaram das ações coordenadas pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).
De acordo com o Ministério da Justiça, o programa tem como objetivo enfraquecer as estruturas financeiras, operacionais e territoriais das organizações criminosas. A estimativa da pasta é que, para cada R$ 1 investido nas ações operacionais, o impacto financeiro sobre as facções tenha sido de aproximadamente R$ 50.
“O crime organizado atua como uma rede. Nossa resposta também precisa ser integrada. Estamos atacando não apenas quem executa os crimes, mas principalmente as estruturas financeiras, logísticas e patrimoniais que sustentam essas organizações”, afirmou o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas.
O balanço também aponta redução nos principais indicadores de criminalidade entre maio de 2025 e maio de 2026. Os homicídios dolosos caíram 17,5%, os latrocínios recuaram 14,3% e as lesões corporais seguidas de morte diminuíram 38,7%.
Nos crimes contra o patrimônio, o roubo de cargas apresentou queda de 32%, o roubo de veículos diminuiu 26%, os furtos de veículos recuaram 12% e os roubos a instituições financeiras tiveram redução de 71% no período, segundo o Ministério da Justiça.





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