quarta-feira, 29 julho 2026
Nublado
Maceió
24°C
Nublado
Nublado
Maceió
24°C
Nublado

Dois maestros alagoanos: Misael Domingues e Manoel Lima (Nezinho)

por | 29 jul, 2026

ESPALHE A NOTÍCIA
Link copiado para o Instagram!

Por Félix Lima Júnior, no História de Alagoas

*Publicado como livro, com o título “Dois maestros alagoanos”, pela Fundação Teatro Deodoro em 1981.

Misael Domingues

Misael Domingues

Nas margens quentes e abafadiças da tristonha lagoa Manguaba ou do Sul, neste Estado, demora Marechal Deodoro, antiga vila de Santa Maria Madalena da Lagoa do Sul e cidade de Alagoas. No século XIX passou a ser, seis meses depois de proclamada a independência do Brasil, a capital da Província, por lei de 8 de março de 1823, prerrogativa que perdeu para Maceió, vila próspera e futurosa, com o melhor porto de Alagoas — o de Jaraguá, conforme resolução no 11, de 8 de dezembro de 1839, apesar das reclamações e protestos inflamados de seus habitantes.

Embora tivesse sido Alagoas a primeira Comarca Província, tornava-se inevitável a mudança da sede do governo para Maceió, pois sempre fora vila e cidade morta, apenas com pequeno movimento burocrático e militar. E assim continuou durante 150 anos. Agora, vem sendo sustada a decadência devido à construção da estrada asfaltada que do Pontal da Barra vai ao Porto do Francês e à sede municipal, bem como do impulso dado por duas usinas de açúcar, destilarias de álcool, alambiques de aguardente, fábricas de carvão vegetal e da farinha de mandioca. Anima-se o município acompanhado pela velha cidade.

Os descendentes dos antigos habitantes, com exceção de poucos, sempre contrariados e protestando, lá permaneceram bucolicamente vendo as canoas deslizarem sobre as águas calmas e escuras do grande lago.

Entre os que não deixaram a cidade, depois que a mesma deixou de ser capital, figurou o casal Marquina da Conceição e João Domingues. Ao primeiro filho deram o nome de Francisco, homenagem ao padroeiro do velho convento que lá está ainda de pé. Nele, por muitos anos, moraram e estudaram alunas do Orfanato Nossa Senhora do Bom Conselho, de Bebedouro, nesta capital. A criança — mal sabiam seus pais — seria o grande professor Francisco Domingues da Silva, o Chico Domingues de quem falaremos adiante.

Era gente pobre, humilde, trabalhadora, por todos estimada е respeitada. Os filhos, dentro de suas pequenas possibilidades, educaram da melhor maneira, numa terra que dispunha apenas de escolas primárias.

21 de dezembro de 1857. Aproximavam-se as festas natalinas, já havia sido construída a barca para a chegança, as meninas e mocinhas ensaiavam para exibição no pastoril. Famílias piedosas tinham armado lapinhas nas salas de visita de suas residências e, na manjedoura, estava о santo filho de Maria, junto ao boi e ao burro, recebendo as homenagens dos Três Reis Magos.

Nesse dia nasce mais um filho do casal e é levado depois à pia batismal para ingressar na Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana. Recebe o nome de Misael e seus pais não sabiam, quando batizaram o primeiro filho, que haviam presenteado a terra natal com o seu maior músico, o mais notável na província que dera ao Império Sinimbu, Deodoro, Tavares Bastos e Ladislau Neto.

Misael aprende as primeiras letras de certo numa das poucas escolas primárias da cidade. Em junho de 1869 passa a residir em Maceió, completando os estudos no Colégio São Domingos, do qual era vice-diretor seu irmão Francisco, segundo informa o historiador Moacyr Medeiros de Sant’Ana.

Na capital, ingressou numa aula de música, recebendo lições de João Alfredo, a primeira pessoa que lhe ensinou a pôr as mãos sobre o piano, e do professor José Procópio Galvão (1837-1875), este último, segundo Antonio Alves, inspirado autor da belíssima ária “O Louco”.

Francisco Domingues da Silva, irmão de Misael

Tendo seu irmão deixado o Colégio São Domingos, e, em 1872, fundado outro, o Bom Jesus, nele Misael foi, a um só tempo, aluno e professor de música. Concluídos seus preparatórios em 1877, transferiu residência para a Corte, lá se matriculando na Escola Politécnica, em março daquele ano, sendo seus estudos custeados pelo irmão. Em engenharia civil diplomou-se em 27 de novembro de 1885.

Trabalhou na construção da estrada de ferro de Ribeirão a Bonito, em Pernambuco, ocupando ainda vários outros cargos, ligados principalmente à construção e fiscalização de estradas-de-ferro e portos, em diversos Estados.

“Mas sempre conseguiu conciliar sua atribulada vida profissional com a arte de música, encontrando tempo para compor suas melodias, a maioria delas com a ajuda de sua inseparável serafina, um dos predecessores do harmônio que, tantas vezes, desmontada, no lombo de animais, o acompanhou nas mudanças e andanças.

Já aposentado, residindo na capital pernambucana, onde chegara em 1929, vindo de João Pessoa, tendo perdido a vista direita em 5 de dezembro de 1925, vivendo a custo com o que lhe restava, resolveu submeter-se a uma operação de catarata, desfazendo-se, para custeá-la, do piano Hundt & Sohn, de fabricantes alemães, com sacrifício adquirido em 1897.

A intervenção cirúrgica, contudo, não logrou êxito. E pouco tempo depois, quase totalmente cego, sofreu um derrame cerebral, ficando hemiplégico do lado direito”. — escreveu Moacyr M. Sant’Ana.

De idade avançada, cansado de lutar heroicamente para manter a família que o idolatrava, Misael, num dia de azar, levou queda e fraturou a bacia. Faleceu na cidade Maurícia em 2 de outubro de 1932, e na mesma foi inumado, creio que no cemitério de Santo Amaro.

Sustentou e educou 13 filhos, frutos de 3 matrimônios, tendo deixado para eles, além do nome sem máculas, pequeno montepio.

Tem-se escrito que Misael estava olvidado e está. Sim e não. Efetivamente, durante mais de meio século, seu nome foi esquecido ou pouco lembrado revoltante injustiça, tão grande quanto a que fizeram ao grande pintor Rosalvo Ribeiro, por sinal ambos nascidos na velha cidade lacustre de Alagoas.

Registrou-se, depois, salutar reação e o nome de Misael tem sido focalizado, especialmente depois do transcurso do centenário de seu nascimento.

Quando dessa ocorrência, a família, à frente Alfeu Domingues, engenheiro agrônomo então residente no Recife, como grande parte da distinta família do insigne conterrâneo providenciou, com a cooperação de outros parentes, fosse a data comemorada condignamente, como foi. Resolveram que as celebrações seriam realizadas na capital da terra natal do chefe inesquecível. Os que puderam viajar chegaram em Maceió dias antes.

O então Prefeito Municipal desta cidade, dr. Abelardo Pontes de Lima, por decreto cujo número ignoro, de 21 de dezembro de 19571, deu o nome de Misael Domingues a uma rua na Vila dos Ferroviários, no centro da cidade, proximidades da rua Barão de Atalaia, numa zona ainda hoje conhecida por França Morel — pois o logradouro fora aberto numa enorme e antiga chácara ou sítio pertencente, nas últimas décadas do século passado e nas primeiras deste, a Da. Amélia Morel e a seus filhos, inclusive Antonio de França Morel, que também tem rua com o seu nome no local, conforme consta do Guia Telefônico de Maceió de 1979/1980.

A escolha da rua na Vila para perpetuar o nome de Misael foi feliz, pois ele, tendo trabalhado na construção e administração de vias férreas, era um ferroviário, consequentemente.

Note-se que na Nomenclatura das ruas, sem data, de nossa Prefeitura, encontrei uma avenida, no Poço, e uma travessa, em Jaraguá, com o nome de Misael Domingues. Há referência à Lei 812, de 4 de setembro de 1961, uma das numerosíssimas confusões de nomes de nossas artérias… Aliás, distinta amiga, semanas antes havia me informado que o nome do notável músico fora retirado da primeira rua, dado em dezembro de 1957. Chega-se à conclusão de que um nome, talvez de ilustre desconhecido, foi dado à rua antiga, quando da transferência do nome de Misael para a travessa.

A aposição da placa do logradouro, no centenário do nascimento do Maestro, foi feita com solenidade e presidida pelo gestor dos negócios municipais, já citado, presentes o Dr. Alfeu, diversos membros da família, além de parentes e amigos aqui residentes.

À noite, realizar-se-ia sessão solene no salão nobre do Instituto Histórico de Alagoas, devendo pronunciar conferência o autor destas linhas, finda a qual seriam tocadas músicas de autoria de Misael. Infelizmente, não se realizou, por haver faltado luz na cidade, a partir das 17 horas. A família voltou, na manhã seguinte, no trem que da Rede Ferroviária Nacional, daqui partiu com destino ao Recife.

Publicou a Gazeta de Alagoas de 21 de dezembro de 1957:

“Comemora-se, hoje, o Centenário do nascimento Misael Domingues – Engenheiro de escola e compositor genial – Programa das solenidades – Palestra do escritor Félix Lima Júnior

São, pois, as mais justas as comemorações a serem prestadas ao ilustre alagoano.

Programa

Para comemorar o centenário de Misael Domingues, foi traçado o seguinte programa, que será cumprido hoje:

Missa, às sete e meia horas, na Igreja dos Martírios, sendo celebrante o Monsenhor Fernando Alves Lira.

Inauguração, às 17 horas, da rua Misael Domingues, na Vila dos Ferroviários, com a presença do Sr. Prefeito de Maceió.

Sessão, às 20 horas, no Instituto Histórico, quando usará da palavra o historiador Félix Lima Júnior, e será executado um programa musical de composições da autoria do homenageado”.

Entre os irmãos de Misael (não sei quantos foram) destacaram-se:

Francisco Domingues da Silva (o renomado professor Chico Domingues, como era por todos conhecido) veio residir em Maceió, tendo sido Vice-Diretor do Colégio São Domingos, no qual estudou Misael por algum tempo. Afastando-se do São Domingos, fundou o Colégio Bom Jesus, internato e externato na rua Boa Vista, 47 e 48. Corria o ano de 1871. Do referido Colégio, Misael, que tinha sido aluno, foi professor e Vice-Diretor. No estabelecimento funcionou a Sociedade Recreio Científico.

Colégio São Domingos na Rua Boa Vista, onde atualmente está a loja Gaivota. Esse prédio recebeu também a Imprensa Oficial

Sendo abolicionista convicto, Chico Domingues, sócio da Sociedade Libertadora Alagoana, fundou, no estabelecimento que dirigia, a Escola Central, para nela estudarem gratuitamente filhos de escravos.

Escreveu o professor Luiz Lavenére:

“O Colégio Bom Jesus não foi somente o melhor das Alagoas; foi o melhor e mais bem aparelhado de todos os colégios de seu tempo e dos atuais estabelecimentos de ensino”.

Em 1881 o Bom Jesus tinha 217 alunos.

Republicano histórico, dos de antes de 15 de novembro de 1889, Chico Domingues, que era amigo pessoal de Floriano, foi Diretor dos Correios deste Estado e do Pará, bem como Diretor da Instrução Pública de Alagoas. Disseram-me — e apenas eu faço o registro — que Floriano deu ao amigo a patente de Coronel honorário do Exército.

José Domingues da Silva, muito moço, transferiu residência para Rio de Janeiro, e lá se consorciou com distinta senhorita de origem francesa, Lucie Lordsleem. Passou, então, a assinar José Domingues Lordsleem. Regressou a Maceió e foi proprietário da Relojoaria Lordsleem, na rua do Comércio, quase em frente ao Beco da Moeda, Presidente da Sociedade Montepio dos Artistas, sócio da Libertadora Alagoana, Diretor do Liceu de Artes e Ofícios e deputado estadual. Era um homem de bem, de largo coração, generoso e digno. A Prefeitura deu o seu nome sem máculas a uma de nossas artérias, no bairro de Poço.

Entre os filhos de Misael conheci apenas e dele me fiz amigo, o saudoso engenheiro agrônomo Alfeu Domingues, funcionário do Ministério da Agricultura, falecido no Recife há aproximadamente 20 anos. A ele muito se deve as homenagens justíssimas, prestadas, nesta capital, quando do centenário do nascimento do seu genitor.

No meu artigo “Literatura, pintura, escultura e música“, publicado no Jornal de Alagoas, de 29 de julho de 1954, lê-se:

“O engenheiro Misael Domingues da Silva compôs o Hino Republicano, Salve Alagoas, Doux Souvenir, etc”.

Augusto Vaz Filho, no livro Alagoanos ilustres, 3º volume, páginas 91/93, Maceió, 1965, escreveu:

“O ilustre professor Luís Lavenére, reportando-se ao saudoso conterrâneo Misael Domingues, escreveu:

“Se não tivéssemos trabalhado tanto para mostrar ao Brasil a figura de Rosalvo Ribeiro, continuava para sempre esquecido o seu nome como o de Misael Domingues, que o maestro Guerra Peixe julga compositor genial”.

O maestro citado, efetivamente, num artigo no Diário de Pernambuco, de 17 de agosto de 1952, e talvez em outros trabalhos, não esqueceu e sempre enalteceu a personalidade máxima da música de nossa terra.

A aplaudida cronista social Maria Cândida Palmeira noticiou na Gazeta de Alagoas de 18 de setembro de 1980.

“O famoso alagoano professor de música da Universidade de Brasília realizou um recital de piano, apresentando músicas de Misael Domingues e de Ulysses Moreira, na abertura da Semana de Alagoas, realizada, com sucesso na capital paulista”.

Francisco Duarte, em artigo “Alguém como Ernesto Nazaré“, página inteira do caderno B, do Jornal do Brasil, de 14 de julho de 1980, focalizou Misael Domingues.

No mesmo órgão, de 19 de setembro do ano mencionado, na seção Cartas, escreveu Benedito Rodrigues, do Rio de Janeiro:

“Quero registrar a forte impressão que me deixou a leitura da reportagem de Francisco Duarte sobre o grande e esquecido compositor Misael Domingues“.

Lê-se no Alagoas Roteiro Cultural e Artístico, de Solange Berard Lages, Carmem Lúcia Almeida Dantas, José Abílio Dantas e Pierre Chalita, Maceió, 1979:

“Música – A historiografia musical alagoana infelizmente não é rica na composição de valsas, polcas, choros, maxixes. Distinguiu-se o engenheiro de estradas de ferro Misael Domingues. Nasceu no século passado e viveu parte de sua vida fora da terra natal. Há uma coleção de partituras suas no Arquivo Público Estadual“.

No livro A música no Brasil — desde os tempos coloniais até o primeiro decênio da República, de Guilherme de Melo, 1947, Imprensa Nacional, Rio de Janeiro, não há a menor referência a Misael Domingues, quando tantas figuras foram destacadas na parte referente ao Pará, em — A música em Pernambuco e sua História, etc.

Omissão imperdoável quanto a uma terra que dera ao Brasil, além de Misael, Valério Pinheiro, Pedro Adolfo Diniz, Benedito Raimundo Silva, João Ulisses Moreira, Luiz Lavenère, José Procópio Galvão e daria Mocinha Moeda, José Abreu, Aristóbulo Cardoso, Aida Wuckerer, Agérico Lins, Heckel Tavares, Manoel Lima (Nezinho), José Alves, Dr. Manoel Lopes Ferreira Pinto, José Tavares de Figueiredo, Manoel Vitorino Filho (Maestro Nezinho), Alfredo Silva, Lourdes Caldas, etc.

Em 30 de agosto de 1980, no Auditório Guedes de Miranda e por iniciativa da Universidade Federal de Alagoas, realizou-se concorrido recital da renomada pianista recifense Elyana Caldas Silveira, professora de música da Universidade Federal de Pernambuco e do Conservatório Pernambucano de Música.

Na primeira parte tocou composições de Misael Domingues: Diva, Cismando, Belezas do Recife, Lágrima de um anjo, Mes songes, Ao relento, Eu era assim…, Gentil, Doux souvenirs e Grande marcha triunfal.

Na segunda parte — 11 músicas de Waldemar de Oliveira, Euclides Fonseca, Irmãos Valença, Benedito Silva, Zuzinha, Argentina Maciel, Nelson Ferreira, Júlio Braga e Guedes Peixoto.

Alfeu Domingos informou: seu digno genitor escrevera músicas reunidas em três volumes, sendo de 40 músicas o primeiro, aquele que os filhos menores do maestro estragaram. Em simples linhas e conformado, Misael registrou a perda das 40 músicas, quase todas inéditas, como o grande poeta catarinense Luís Delfino contava aos amigos que se perdera, na casa editora, um volume de 500 versos seus inéditos, dos quais não tinha cópia… Transcrevo informação de Alfeu:

“De próprio punho (Misael), no 2º volume de originais, há a seguinte nota escrita pelo autor: “O 1º volume, contendo 40 composições, escritas de 1878 a 1886, foi destruída pelos filhos menores”.

Existem impressas algumas composições, escritas naquela época, como Calouros, Zazá, etc. etc.”.

Foram os seguintes os editores das músicas de Misael, segundo informes de seu digno filho: Prealle & Cia. (sucessores de Victor Prealle). Recife; Casa Editora — Rua do Comércio, 78 — Maceió. — Litografia TrigueirosE. Bevilaqua & Cia., Rua do Ouvidor, 43 — Rio de Janeiro, Rua São Bento, 14 — São Paulo; Azevedo Júnior & Cia. — Recife; Casa Carlos Gomes (Eduardo Souto & Cia.) — Rua do Ouvidor, 153 – Rio de Janeiro; Casa da Música — Cirne & Irmãos — Recife.

Fundação Nacional da Associação Atlética Banco do Brasil — FENAB, “oferece aos seus amigos um documento interessante dedicado à música brasileira que reúne exemplos inéditos, em disco, da história do piano no Brasil” — “Momentos musicais de Carlos Gomes a Nazareth“.

O disco, com coordenação de José Silas Xavier, capa de Layout Ralph T. Gebre, fotos de Carlos Terrana, foi gravado, em julho de 1980, no Estúdio Eldorado, em São Paulo, no Estado do mesmo nome, para comemorar, em 12 de outubro daquele ano, o 3º aniversário da FENAB.

Nos lados A e B, além de dez composições de outros autores, há duas de Misael Domingues1897, valsa, e Vaporosa, grande valsa de salão.

Eis as músicas constantes do 2º volume:

1 – Caita – Valsa
2 – Polka para piano – Polka
3 – Soupirs d’amour – Valsa
4 – Gargalhada – Polka original
5 – Bellezas do Recife (§) – Polka
6 – Democrata (§) – Polka
7 – Sanita – Polka
8 – Cismando (§) – Polka
9 – Mes songes (§) – Polka
10 – Mimo do Céu (§) – Valsa
11- Noturno para piano – Noturno
12 – Queixumes – Valsa característica
13 – Polka para piano – Polka
14 – Misteriosa (§) – Polka
15 – Meiguice – Valsa
16 – Doux Souvenirs (§) – Polka
17 – Polka – Polka original
18 – Divanil (§) – Valsa de salão
19 – Valsa para piano – Valsa
20 – Vacillante (§) – Gavotta
21 – Veneza brasileira (§) – Barcarolla
22 – Volante (§) – Valsa
23 – Galope para piano – Galope
24 – Valsa de Concerto – Valsa
25 – Grande Marcha Triunfal (§) – Marcha
26 – Maria José – 1ª Pequena Valsa
27 – Magnética – 2ª Pequena Valsa

3º Volume

28-1897 – Valsa
29 – 29 de maio – Dobrado
30 – Eu era assim (§) – Valsa
31 – Maria do Monte (§) – Valsa
32 – Sophia – Valsa
33 – Edith – Valsa
34 – Saudade (§) – Valsa sentimental
35 – Vaporosa Grande – Valsa de Salão
36 – Última ilusão! – Valsa
37 – Valsa – Valsa
38 – Mazurka para piano – Mazurka
39 – Maviosa (§) – Polka
40 – De joelho (§) – Noturno
41 – Cavalinho de pau – Mazurkа
42 – Balbuciando – Mazurka
43 – Ao longe! – Reverie para piano
44 – Em pleno luar (§) – Serenata
45 – Salve Alagoas! (§) – Polka Militar
46 – Arrulhos (§) – Valsa
47 – A beira-mar – Serenata
48 – Ingênua – Pequena Valsa
49 – Inocência (§) – Romancе
50 – Ao relento (§) – Serenata
51 – Um brinde – Serenata
52 – Pierrot – Polka Carnavalesca
53 – Século XX – Marcha a 4 mãos (piano)
54 – Innah (§) – Pas-de-quatre
55 – Valsa – Sallet – Valsa
56 – Valsa para piano – Valsa
57 – Polka para piano – Polka
58- Gentil (§) – Pas-de-quatre
59 – Impetuoso (§) – Pas-de-quatre
60 – Guiomar (§) – Pas-de-quatre
61- Nininha – Valsa
62 – Onze de Junho – Marcha Triunfal (Piano)
63 – Sinhazinha – Valsa
64 – Julita – Pas-de-quatre
65 – Diva (§) – Valsa capricho
66 – Hino Escolar – Letra de Gaspara Regueira
67 – Nilza (§) – Valsa
68 – Aline – Gavota
69 – Cantilena – Poesia de Aníbal Lima
70 – Besinha (§) – Poesia de Aníbal Lima
71 – Revelação (§) – Romance sem palavras
72 – Yolita (§) – Polka
73 – Polka dos calouros (§) – Polka
74 – Zazá (§) – Polka
75 – Vamos dançar? (§) – Polka brasileira
76 – Brasileirinha (§) – Polka
77 – Zeny (§) – Polka
78 – Olha o urso! (§) – Polka
79 – A tempestade (§) – Valsa arranjo
80 – Alaíde (§) – Polka
81 – Lágrimas de um anjo (§) – Mazurka sentimental
82 – Vivam os noivos (§) – Quadrilha brilhante
83 – Viva a República (§) – Valsa brilhante
84 – Cintilante (§) – Polka
85 – Dulce – Valsa

Informação de Alfeu Domingues em outubro de 1957:

“Nota – As músicas com o sinal § estão impressas. As demais são inéditas.”

Capa da Brazileira

Na capa da frente lê-se: “Piano — Joel Belo Soares — Momentos musicais, de Carlos Gomes e Nazareth“. Foram reproduzidas, nas partes internas, fotografia da praça principal da então cidade de Alagoas (atual Marechal Deodoro), no princípio deste século, com a legenda: “A antiga cidade das Alagoas (atual Marechal Deodoro), onde nasceu Misael Domingues, em foto do início do século. Os dois templos religiosos são os da Ordem Terceira e do Convento de Santa Maria Madalena, dos franciscanos, e outra de Misael, com a família, numa praça pública da então cidade da Paraíba, hoje João Pessoa, batida em 31 de maio de 1924″.

E um pequeno esboço biográfico do músico alagoano:

“Um nome que permaneceu esquecido durante muito tempo é o de Misael Domingues (1857-1932) alagoano nascido em Marechal Deodoro — à época cidade das Alagoas. Estudou música em Maceió e depois engenharia no Rio de Janeiro. Sua produção é variada e indica um músico completamente integrado no repertório dos salões da época: 33 polcas, 36 valsas, 1 barcarola, 5 mazurcas, 3 gavotas, 6 pas-de-quatre, 1 morceau chamado Balbuciando, 4 serenatas, 1 quadrilha, 4 dobrados e marchas, 2 noturnos, 2 romances, 1 révérie e 5 peças de gêneros diversos. Sua escrita é delicada e rica. 1887 e Vaporosa demonstram não apenas momentos de um excelente compositor, mas dois tipos de valsa: a primeira, delicada, algo chopiniana na sonoridade e, em suas reminiscências de mazurka, construída sobre as bases formais da polca, com riqueza de harmonia e invenção; a segunda, fugindo aos moldes convencionais da valsa, distribui entre as duas mãos elementos metódicos, à maneira das velhas tocatas, resultando numa valsa leve, graciosa e variada, deixando-se levar pelos traços da valsa comum apenas na parte central. Além disso, anotações quanto à agógica salientam o caráter não dançante que o compositor quis dar a esta “grande valsa de salão” Vaporosa e inédita, escrita em 19 de junho de 1898 em Jaboatão, Pernambuco”.

Não constou da lista citada, mas é de Misael, o Hino Republicano, executado pela primeira vez, quando aqui desembarcou, em dezembro de 1889, о Coronel (honorário do Exército) Pedro Paulino da Fonseca, irmão de Deodoro e primeiro Governador do nosso Estado depois da República.

Em 21 de maio de 1981, a Fundação Teatro Deodoro, homenageando o grande músico desaparecido, tomando conhecimento que a consagrada pianista brasileira Sônia Maria havia gravado um disco com músicas de Misael Domingues, convidou-a a realizar uma audição na sua Sala de Concertos Heckel Tavares, ao mesmo tempo que realizava o lançamento do disco com 12 composições. Foi um acontecimento, pois Sônia Maria Vieira não limitou-se a executar as composições de Misael mas sobretudo comentando-as e abordando fases da vida do compositor, tendo apresentado aos assistentes fotos e curiosos originais escritos por Misael, demonstrando que havia pesquisado a obra legada.

Na plateia quatro dos filhos de Misael, residentes em Recife, participaram do evento, aplaudindo Sônia Maria Vieira, que deixou entregue à Fundação Teatro Deodoro o restante de discos que não foram adquiridos naquela noite. No concerto promovido pela Fundação Teatro Deodoro, foi executado o seguinte programa:

1ª parte:

– Besinha (polca)
– Gentil (pas-de-quatro)
– Lágrimas de um anjo (mazurca)
– Nilza (valsa)
– Belezas do Recife (polca)
– Yolita (polca)
– Doux Souvenirs (polca)
– Saudade (valsa)

2ª parte:

– Olha o Urso!
– Polca dos Calouros
– Mes songes (polca)
– Mimo do Céu (valsa)
– 1897 (valsa)
– Ao longe!… (reverie)
– De joelhos! (noturno)
– Revelação (romance sem palavras).

Maestro Manoel Lima (Nezinho)

Maestro Manoel Lima (Nezinho)

Lê-se na página 114, volume XIX, da Monografia dos municípios brasileiros (Alagoas e Sergipe), do IBGE, que o Rei Dom João IV, de Portugal e Algarves, doou aos índios Urumaris terras que constituem o atual município de Pão de Açúcar, à margem esquerda do rio São Francisco, neste Estado. Nas calmas noites de verão a lua cheia refletia-se nas águas mais calmas ainda do grande curso d’água. Com espírito poético os selvagens denominaram o que haviam recebido — Jaciobá, que tem em guarani o significado de espelho da lua.

Nessa terra, “onde todo mundo é músico”, na afirmativa autorizada do saudoso e íntegro Dr. Antonio Arecipo de Barros Teixeira, músico amador e Juiz de Direito que lá residiu alguns anos, — as moças inclusive, acrescentou meu amigo Adherbal Arecipo, filho do aludido Magistrado, nasceu Manoel Bezerra Lima, familiarmente chamado Nezinho, por uns, por outro Maestro Nezinho Lima, Maestro Manoel Lima ou Manoelito Lima.

Aliás, ao que me informou pessoa autorizada, a avenida que em Pão de Açúcar perpetua o nome do filho ilustre é, oficialmente Maestro Manoelito Lima.

Nasceu cego no dia 6 de junho de 1883, na rua Duque de Caxias, nº 173, filho de Rozenda e Joaquim Alves Bezerra Lima, falecendo no Recife, na residência de sua irmã Marieta Canuto Lima, na rua Zeferino Agra, no 72, Arruda, sendo inumado, às 16 horas, na catacumba nº 21, no cemitério de Santo Amaro.

Av. Bráulio Cavalcante em Pão de Açúcar no ano de 1946

Nasceu cego e jamais recuperou a visão, apesar de ter-se submetido, em 1912, a prolongado tratamento no Instituto Nacional dos Cegos (Instituto Benjamim Constant), no Rio de Janeiro.

Aprendeu música, além de ler e escrever pelo método Braille.

Por mais de uma vez deu recitais nesta capital, sendo uma delas, nos anos 10, não sei se a primeira na residência de seu tio paterno, comerciante Felix Lima, no sobrado então nº 140, hoje 523, na rua do Comércio, no qual estava hospedado. Da capital da República, voltava a Alagoas justamente precedido da fama de exímio violonista, sendo depois considerado até o maior do Brasil. Todo o povo maceioense queria ouvir as audições do conterrâneo aplaudido, inclusive pelo Governador do Estado, Dr. Euclides Vieira Malta, que compareceu, acompanhado de amigos, certa noite, à residência daquele comerciante.

Voltou para Pão de Açúcar, saindo, entretanto continuadamente, para audições em muitas cidades, inclusive Maceió, onde tocou no Teatro Deodoro e no Cine-Teatro Floriano, hoje Cinema São Luiz.

E mais: em Recife, no salão nobre do Diário de Pernambuco, em 1925; e em 1929, e por mais de uma vez, no Teatro Santa Izabel, naquela capital; no Grupo Escolar de Garanhuns, em 1925; no Natal Clube, de Natal, em 1929; no salão nobre da Escola Normal Pedro II, em Vitória, Espírito Santo, em 1934; no Diário da Manhã, daquela capital e no mesmo ano; no Salão Nobre da Biblioteca Pública de Aracaju, em 1938; na Sociedade Recreativa 24 de Outubro, em Propriá, 1938; no Eldourado, Recife, 1940; Cine-Teatro Guarany, Aracaju, 1939; Cine-Teatro Caruaru, na cidade do mesmo nome, Pernambuco, em 1942; Cine-Teatro Glória, Recife, 1942; Cassino Baltazar, Carpina, Pernambuco, 1941; Sport Clube de Vitória, no mesmo Estado, e em muitas outras cidades que seria enfadonho mencionar, inclusive na antiga capital da República.

Sobre Nezinho disse-me meu amigo Adherbal de Arecippo, que com ele conviveu, alguns anos, em Pão de Açúcar:

“Era de baixa estatura, magro e gozava saúde. Seus olhos pode-se dizer — não apareciam. Eram vasados, formando uma espécie de vácuo. Lia e escrevia, pois aprendera o alfabeto Braille no Instituto Benjamim Constant, no Rio de Janeiro. Vivia exclusivamente para a música, que era a sua paixão. Não se lembrava muito de mulheres, apesar de ser pessoa normal. Jamais teve ligações duradouras com alguma.

O violão, mais usado pelo infortunado maestro, era um de doze cordas. Ao tocar, colocava o instrumento sobre as pernas, deitado como se estivesse tocando piano.

Ainda mais: de uma só vez tocava cinco instrumentos. Certa ocasião, junto a uma cerca de arame liso ou farpado, não sei bem, foi surpreendido pelos transeuntes tocando num arame e noutro, cada um imprimindo som determinado. E com os sons obtidos ia improvisando músicas.

Tendo concluído seus estudos no Instituto Benjamim Constant, regressou ao seu querido Pão de Açúcar. Desembarcou vestindo fraque. Nesse dia, quando desceu de bordo do Penedo ou Comendador Peixoto, foi recebido pelo povo, numerosos parentes e amigos, tocando a banda de música União e Perseverança, realizando-se à noite, em sua residência, animada reunião em que ele, comovido, tocou vários instrumentos, exibindo-se, também, músicos residentes naquela cidade. Sua vida era tocar o dia inteiro, deitado quase sempre numa rede, pondo uma perna para um lado e a outra para o outro.

Tocava de preferência violão, porque gostasse mais ou porque, com esse instrumento, ele tocava e acompanhava”.

Informa sua irmã Marieta Canuto Lima:

“Tocava (Nezinho) todos os instrumentos, porém seu preferido era o violão. Executava sempre nos concertos músicas clássicas de grandes autores e, entre eles, Carlos Gomes — e músicas de sua autoria (de Nezinho). Mas não deixou nenhuma música gravada; pelo menos a família não tem conhecimento de nenhuma. Na época em que ele tocava às vezes em festas residenciais, algumas famílias escreveram as suas músicas, porém nem dos concertos que realizou em vários Estados, nem da época em que fez parte do Conjunto Turunas de Mauricéia, com Lupercio Miranda e outros, não existe nenhuma referência a respeito de suas composições.

Em algumas manchetes de jornais foi chamado o Mozart Alagoano. Os seus concertos alcançavam sucessos estrondosos, conforme referências nos jornais da época”.

Batutas Sergipanos com a participação de Nezinho

O brilhante intelectual conterrâneo Ademar de Mendonça em sua excelente Monografia do Município de Pão de Açúcar, não o esqueceu:

MANOEL BEZERRA LIMA (CEGUINHO)

Nasceu, nesta cidade, Manoel Bezerra Lima, mais conhecido como о Ceguinho de Joaquim Bezerra. Em maio de 1910 viajou para o Rio de Janeiro e, de passagem por Salvador, o povo baiano levou o seu entusiasmo ao ponto culminante, ouvindo o grande violonista.

Transcrevo um trecho do artigo publicado no jornal “Diário de Notícias”, da capital baiana:

“O Hino Nacional de Gottschalk, executado pelo Ceguinho, merecia, só ele, uma crônica. Tudo o que dissermos será pouco para manifestar nossa admiração pela beleza e sublime execução da peça”.

No final do artigo supra citado informa que em vista de muitos pedidos, Manoelito dará mais um concerto, que será o último, em Salvador.

(“A Idéia”, de 15-05-1910).

Milton C. Mota faz referências ao Maestro na página 253 da Enciclopédia dos Municípios Alagoanos:

“Manoel Bezerra Lima (Nezinho) maestro, considerado o maior violonista brasileiro. Compositor”

Não esqueceu o filho ilustre da antiga Jacyobá.

Consta da Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, do IBGE, XIX volume, (Alagoas e Sergipe), página 118, Rio de Janeiro, 1965:

“Vultos ilustres nascidos em Pão de Açúcar — “… Maestro Manoel Bezerra Lima (Nezinho) — Nasceu em 1883 e faleceu em Recife, em 1951. Apesar de cego, foi considerado o maior violonista do Brasil. Educado no Instituto Benjamim Constant, no Rio de Janeiro, tornou-se compositor admirável”.

Em Pão de Açúcar, uma das melhores artérias da cidade é a Avenida Manoelito Lima. Nesta Capital, no Alto do Feitosa, no Loteamento Pau D’Arco, — e por iniciativa do autor deste modesto trabalho — primo legítimo do semiesquecido músico, há uma rua Maestro Manoel Lima, nome não oficial.

Certa noite, no Rio de Janeiro, numa reunião de músicos da qual participava, entre outros, o violonista Canhoto, de renome nacional, este tocou, em homenagem ao seu colega alagoano, uma composição sua, creio eu: Abismo de rosas. Nezinho, emocionado, agradecido, compôs imediatamente, em honra de Canhoto e tocou, muito aplaudido, valsa à qual deu o nome de Rosa do Abismo.

Informa Marieta Canuto Lima, irmã do Maestro:

“Nas suas (de Nezinho) apresentações no Teatro Santa Izabel, no Cinema Moderno, de Recife, e em muitas cidades — sua sobrinha Gemma Lima, sempre cantava suas composições e, às vezes, composições de outros autores, acompanhada por ele. Entre as músicas que executava em seus concertos, destacava-se O Guarany, de Carlos Gomes, e o Hino Nacional Brasileiro que, ao violão, era tocado em todos os espetáculos, a Canção do aventureiro, de Carlos Gomes, A viúva alegre, de Franz Lehar, etc”.

Faleceu em Recife, em janeiro de 1945.

Por muitos considerado o maior violonista do Brasil e, creio, não faziam favor, se o Maestro tivesse vivido nestes últimos 30 anos, isto é, na época do rádio e da televisão, com seus ídolos e seus programas, teria talvez dado audições bem remuneradas, fazendo concorrência ao Canhoto e outros artistas endeusados pelos fãs, recebendo régios cachets com o seu instrumento e a sua música. Idealista, pouco se preocupando com dinheiro, viveu pobremente e pobre morreu, sem ter sequer obtido a consagração que merecia.

Eis uma relação incompleta de suas músicas:

Sentimento d’alma (valsa)
Dedos por cordas (polka-violão)
Filomena (valsas) – violão e realejo
Alice (valsas) — violão e realejo
Rosada (valsas) — violão e realejo
Guaraná (fox-trot) — Harmonium
Veneza Americana (valsa em 6 partes)
Serena estrela (polka)
Saudade de minha terra (fantasia)
Área (em violão, cavaquinho e realejo de uma só vez)
Olindina (valsa) — realejo e violão a um só tempo
Miragem (valsa)
Lamento (tango)
Noite alegre (samba)
Sertanejo (samba)
Arlinda (valsa executada com flauta)
Guará (fox-trot) — violão
Escorrego de urubu (samba)
Artemísia (valsa) flauta
Teimosia (fantasia) flauta
Margarida (valsa) — violão
Samba do barulho (samba) — violão
Pisiquinha (choro)
Ilusão do passado (fantasia)
Ylá (valsa)
Choro do coração (valsa)
Abandono (valsa)
Mosquitinho (dobrado)
Nunca mais (valsa)
Recordação (fantasia)
Estado Novo (fox)
Fuxico (choro)
Bem-te-vi (choro)
Delírio (fox)
Murmúrio (tango)
Cortina de veludo (valsa)
Noite alegre (choro)
Linda imagem (valsa)
Lady (fantasia)
Geny (cavatina) — violão e realejo
Gemma (valsa) — violão
Liege de Oliveira (cavatina)
Amor oculto (valsa)

Maceió, Alagoas

Alto do Jacutinga, novembro de 1980

_______

1. A denominação da Rua Misael Domingues se deu por força da Lei n° 582, de 9 de setembro de 1957. Editoria do História de Alagoas).

Fontes e Pesquisas

A. Marroquim – Terra das Alagoas

Adherbal de Arecippo – Maceió – Informações por carta

Adhemar de Mendonça — Monografia do Município de Pão de Açúcar Pão de Açúcar (Alagoas)

Alagoas – Roteiro Cultural e Artístico – Maceió – 1979

Alfeu Domingues – Recife – Informações por carta

Enciclopédia dos municípios alagoanos – Maceió

Félix Lima Júnior — Maceió — “Música, Maestro!” “Jornal do Comércio Recife, 10 de abril de 1960.

Jornal de Alagoas – Maceió – 10 de abril de 1960.

Guerra Peixe – Recife – Diário de Pernambuco, 17 de agosto de 1952.

Gazeta de Alagoas – Maceió

IBGE — Monografia dos municípios brasileiros – Volume XIX – 15 de dezembro de 1959 – Rio de Janeiro.

Jornal de Alagoas — Maceió

Jornal do Brasil – Rio de Janeiro – 14 de julho de 1980.

Maria Cândida Palmeira – Maceió – Gazeta de Alagoas

Marieta Canuto Lima – Recife – Informações por carta

Milton C. Mota – Maceió

Moacir Medeiros de Sant’Ana – Maceió.

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *