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Familiares de pessoas desaparecidas poderão doar DNA para ajudar nas buscas

por | 22 ago, 2026

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Familiares de pessoas desaparecidas poderão doar material genético, a partir desta segunda-feira (24), durante a quarta Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A iniciativa terá 342 pontos de coleta distribuídos por diferentes regiões do Brasil e busca ampliar as possibilidades de identificação e localização de pessoas desaparecidas.

A mobilização é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e contará também com um ponto de coleta na sede da pasta, no Palácio da Justiça, em Brasília.

A coleta é gratuita, rápida e indolor. O procedimento é realizado por peritos oficiais, que utilizam um cotonete na parte interna da bochecha para recolher o material genético. Não é necessário retirar sangue.

Após a coleta, o perfil genético do familiar poderá ser comparado com registros dos bancos de DNA estaduais e do banco nacional. O cruzamento pode ajudar na identificação de pessoas encontradas vivas ou mortas sem identificação.

Como participar

Para realizar a doação, o familiar deve procurar um dos pontos oficiais de coleta e apresentar documento de identificação e informações do Boletim de Ocorrência relacionado ao desaparecimento, como número do registro, estado e delegacia responsável. A apresentação de uma cópia do boletim é recomendada, mas não obrigatória.

É preferível que a coleta seja feita por familiares de primeiro grau. A ordem recomendada começa pelo pai ou mãe biológicos, seguida pelos filhos biológicos e o outro genitor e, posteriormente, pelos irmãos biológicos que tenham o mesmo pai e a mesma mãe.

Quando não for possível seguir essa ordem, outros familiares também poderão ser avaliados. Crianças podem fornecer material genético, desde que estejam acompanhadas pelo responsável legal.

Quem já realizou a coleta não precisa repetir o procedimento.

Desaparecimento pode ter ocorrido em outro local

A família não precisa procurar um posto necessariamente na cidade onde ocorreu o desaparecimento. A coleta pode ser realizada em qualquer um dos pontos disponíveis no país. Nessa situação, basta informar aos profissionais onde ocorreu o desaparecimento para que os dados sejam registrados corretamente.

Também é possível realizar buscas relacionadas a pessoas desaparecidas no exterior por meio do cruzamento com bancos internacionais de DNA.

Não há prazo para doar

A coleta de material genético pode ser realizada a qualquer momento, mesmo que o desaparecimento tenha ocorrido há muitos anos. O requisito é que exista um Boletim de Ocorrência registrado.

Caso a família ainda não tenha feito o registro, a orientação é procurar a delegacia mais próxima para formalizar a ocorrência.

Quando uma pessoa desaparecida é identificada, é elaborado um laudo oficial de identificação, encaminhado à delegacia responsável pela investigação. A equipe policial fica encarregada de entrar em contato com os familiares e orientar sobre os procedimentos seguintes.

A mobilização ocorre em agosto, mês que marca o Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimentos Forçados.

Pontos de coleta

A relação dos 342 pontos oficiais de coleta está disponível no site do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Confira os pontos oficiais de coleta de DNA aqui.

Também estão disponíveis informações sobre o procedimento, orientações às famílias e outras dúvidas relacionadas à mobilização.

Saiba mais sobre a coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas aqui.

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