O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) escolheu Alagoas para iniciar sua campanha no Nordeste e anunciou João Henrique Caldas, o JHC, como seu candidato ao Governo do Estado. O ex-prefeito de Maceió, porém, deixou a capital alagoana em uma viagem de última hora e evitou uma aparição pública ao lado de Flávio e Alfredo Gaspar, candidato a vice-presidente na chapa presidencial.
Em entrevista à imprensa alagoana, Flávio afirmou que a composição política no Estado foi construída com a participação de Alfredo Gaspar. “Fizemos essa composição em Alagoas por intermédio do nosso vice, Alfredo Gaspar”, declarou. Em seguida, reforçou o apoio a JHC: “Nosso candidato a governador é JHC, um palanque importante no Nordeste”.
A movimentação revela a estratégia eleitoral de JHC: manter distância de uma associação direta com o grupo bolsonarista e preservar uma imagem capaz de dialogar com diferentes segmentos do eleitorado.
O cálculo político do tucano considera que cerca de 60% dos eleitores de Alagoas votaram em Lula nas eleições de 2022 e que esse apoio tende a se manter ou até crescer. O presidente apoia Renan Filho, principal adversário de JHC na disputa pelo Governo do Estado.
A postura também se reflete na relação com antigos aliados, como o deputado federal Arthur Lira (PP), um dos principais articuladores da trajetória política de JHC. A redução das aparições conjuntas é interpretada por setores do grupo como sinal de afastamento.
Entre apoiadores bolsonaristas, a distância adotada pelo candidato provoca insatisfação. Integrantes desse campo político reclamam do tratamento recebido após a construção da aliança, que envolveu apoio político, tempo de televisão e estrutura partidária.
JHC tenta, assim, equilibrar uma aliança que lhe garante estrutura política sem permitir que a vinculação com o bolsonarismo seja o principal elemento de sua campanha.






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