A candidata ao Governo de Alagoas pela Unidade Popular (UP), Lenilda Luna, iniciou a agenda de campanha desta terça-feira (29) na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), em Maceió. No portão principal da instituição, ela distribuiu panfletos e conversou com estudantes, professores e servidores sobre propostas para a área ambiental.
Durante a mobilização, Lenilda destacou a situação do Rio Traipu, afluente do Rio São Francisco, e defendeu ações para conter a degradação ambiental na região. As denúncias foram apresentadas no relatório do 25º Encontro de Caatingueiros e Caatingueiras, realizado no leito do rio, entre os municípios de Craíbas e Major Izidoro.
O documento, reunido no “Manifesto em Defesa do Rio Traipu e da Caatinga”, foi elaborado após uma caminhada que reuniu mais de 50 participantes do grupo informal Caatingueiros. Entre eles estavam docentes da Ufal, da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) e da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), além de moradores da região e representantes da sociedade civil.
Segundo o diagnóstico apresentado no manifesto, o Rio Traipu enfrenta um processo de assoreamento associado à exploração desordenada de areia. O documento também aponta a degradação das matas ciliares provocada pela expansão de pastagens e plantações de milho, além do descarte de resíduos que podem chegar ao Rio São Francisco.
Para Lenilda, o conhecimento produzido pelas universidades deve ser utilizado na formulação de ações de preservação ambiental e no apoio às comunidades que vivem no território.
“É preciso que a gente coloque o conhecimento científico produzido nas universidades, tanto na Federal de Alagoas quanto na Uneal, à disposição da sociedade, das pessoas que protegem a Caatinga, da agricultura familiar e da proteção dos animais silvestres próprios desse bioma”, afirmou.
A candidata também colocou o enfrentamento dos impactos ambientais e da crise climática entre os compromissos de sua campanha.
O manifesto citado durante a agenda cobra medidas de órgãos ambientais e defende uma atuação mais efetiva do Ministério Público Estadual e Federal, do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Entre as medidas reivindicadas pelo documento estão o embargo da extração irregular de areia, a interrupção do desmatamento em Áreas de Preservação Permanente (APPs), a responsabilização civil e criminal dos responsáveis pelas infrações e a elaboração de um plano de recuperação ambiental.
O manifesto também defende o reflorestamento das margens do Rio Traipu como uma das ações para recuperar as áreas degradadas e preservar o curso d’água.







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