Representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), e dos departamentos Nacional e Regional do SESI e do SENAI se reuniram na manhã desta sexta-feira (9) com integrantes da indústria sucroalcooleira de Alagoas, na Casa da Indústria, em Maceió.
O encontro buscou esclarecer questões relacionadas às contribuições das usinas e ampliar a cooperação entre as empresas e as instituições.
Durante o encontro, o diretor jurídico da CNI, Alexandre Vitorino Silva, explicou que as usinas, por exercerem atividade industrial, estão sujeitas às contribuições destinadas ao SESI e ao SENAI. Segundo ele, os recursos financiam serviços que beneficiam trabalhadores e empresas, especialmente nas áreas de bem-estar e formação profissional.
“Essa contribuição é obrigatória e financia, basicamente, o funcionamento do SESI e do SENAI, que retribuem esse tributo disponibilizando serviços de bem-estar ao trabalhador das usinas e também contribuindo para a sua formação profissional”, afirmou.
Vitorino destacou que a intenção é aproximar o setor sucroalcooleiro das instituições, demonstrando que o cumprimento das obrigações legais também pode fortalecer parcerias e ampliar o acesso a soluções oferecidas pelo Sistema Indústria. “Não só é obrigatório, mas vale a pena estreitar esses laços com os serviços sociais autônomos da indústria, com o SESI e com o SENAI”, ressaltou.
Portas abertas
Diretor regional do SENAI e superintendente do SESI Alagoas, Carlos Alberto Paes destacou a importância econômica do setor para o estado e defendeu o alinhamento jurídico, contábil e institucional sobre o tema. “Estamos tratando de um dos principais setores produtivos do Estado. Precisamos fazer um alinhamento conceitual, jurídico e contábil a respeito da nossa contribuição”, declarou.
Paes ressaltou que as instituições mantêm proximidade com as usinas e estão disponíveis para ampliar o atendimento às demandas do segmento. Entre as possibilidades, citou programas de aprendizagem, saúde, segurança do trabalho, inovação, tecnologia e projetos relacionados à descarbonização. “Nós temos diversos produtos do SENAI que atendem à indústria. Temos aprendizagem e, pelo SESI, saúde, segurança do trabalho, inovação, tecnologia e projetos que dialogam diretamente com esse segmento”, afirmou.
Cândido Carnaúba, coordenador técnico do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Alagoas (Sindaçúcar-AL), avaliou que a reunião contribuiu para esclarecer dúvidas do setor. “Essa reunião já vem sendo provocada há pelo menos dois anos, e ainda tem muitas dúvidas. A vinda desse pessoal realmente veio dirimir essas dúvidas”, afirmou.
Ele considerou o encontro produtivo e destacou a importância da continuidade da parceria entre as usinas, o SESI e o SENAI, com apoio da Federação das Indústrias de Alagoas.
Formação profissional
A formação profissional foi outro ponto ressaltado por Silvano Alves, gerente administrativo da Usina Santo Antônio Camaragibe. Segundo ele, a empresa conta atualmente com 290 jovens aprendizes envolvidos em atividades ligadas ao Sistema S.
“Essa prática, alinhada com a teoria que foi dada a eles no período, é bem importante”, explicou. Silvano informou ainda que entre 1.200 e 1.300 jovens passaram pelo programa em aproximadamente um ano e meio a dois anos, dos quais cerca de 200 foram contratados.
Ele também destacou a importância de preparar profissionais para funções técnicas específicas da indústria, contribuindo para a formação de mão de obra no próprio estado.
Pelo Departamento Nacional também participaram do encontro em Maceió a superintendente de Finanças e Contabilidade, Lucineide Aguiar; o superintendente de Contencioso, Fabiano Lima Pereira; e o gerente de Arrecadação, Bruno Henrique Silva Guimarães.
Depois da reunião, os representantes da CNI e do SESI SENAI nacional foram recebidos pelo presidente da FIEA, José Carlos Lyra de Andrade.
Por Assessoria










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