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Policial do Bope morre após PMs confundirem abordagem e atirarem contra colegas no Rio

por | 12 out, 2026

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O subtenente Gláucio Marcelo Fonseca da Silva, de 54 anos, morreu após um confronto entre policiais militares durante uma abordagem em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro. O caso aconteceu na manhã de domingo (11), quando agentes do 18º Batalhão da Polícia Militar teriam confundido uma ação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) com uma ocorrência criminosa.

De acordo com o comando do Bope, integrantes da unidade abordavam um veículo na Rua Guilherme Moreira quando foram surpreendidos pelos disparos feitos pelos policiais do 18º BPM. A corporação atribuiu o episódio a uma falha de identificação, possivelmente agravada pela pouca iluminação no local.

Além de Gláucio, outros quatro policiais do Bope ficaram feridos. Um agente do 18º BPM também sofreu ferimentos. Todos foram encaminhados ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca.

Policial tinha 26 anos de carreira

Gláucio acumulava 26 anos de serviço na Polícia Militar, a maior parte deles no Bope. Ele deixa três filhos e era irmão do também policial militar Heber Carvalho da Fonseca, morto aos 39 anos durante a Operação Contenção, realizada em outubro de 2025.

A operação, que ocorreu no Rio de Janeiro, terminou com 122 mortes, segundo os dados divulgados à época, e ficou marcada pelo elevado número de vítimas.

Nas redes sociais, Jéssica Araújo, viúva de Heber, lamentou a perda de mais um integrante da família. Ela relatou que o marido morreu em outubro do ano passado e que recebeu a notícia da morte do cunhado justamente no aniversário da filha.

“ A nossa família não suporta mais tanta dor”, escreveu Jéssica.

Caso será investigado

Em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que o governo fluminense prestará assistência aos policiais feridos e aos familiares do agente morto.

As circunstâncias do tiroteio serão apuradas pela Delegacia de Homicídios da Capital e pela Corregedoria Interna da Polícia Militar, por meio da 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar. As investigações deverão esclarecer como ocorreu a identificação equivocada e as responsabilidades pelos disparos.

O episódio expõe os riscos de falhas de comunicação e reconhecimento em operações policiais, especialmente em situações com baixa visibilidade e atuação simultânea de diferentes equipes.

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