O líder do PT no Senado, Camilo Santana (CE), apresentou uma proposta para reduzir a maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos.
A sugestão altera a discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, prevista para ser analisada pelo plenário do Senado nesta quinta-feira (15).
A iniciativa surge em resposta à emenda apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), que defende a redução da idade penal para 16 anos na maioria dos crimes e para 14 anos em casos graves especificados no texto.
Marinho coordena a campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que também publicou um vídeo defendendo a mudança. A disputa em torno da maioridade penal passou a integrar a pauta de segurança pública em meio à campanha eleitoral.
Redução da maioridade penal divide debate político
Historicamente, parlamentares da base governista têm se posicionado contra a redução da maioridade penal. Entre os argumentos contrários estão o risco de sobrecarregar ainda mais o sistema penitenciário e a possibilidade de adolescentes serem expostos à influência de facções criminosas caso sejam enviados a presídios comuns.
A proposta de Camilo Santana mantém a discussão restrita aos crimes classificados como hediondos, enquanto a emenda de Rogério Marinho prevê um alcance mais amplo, com idades diferentes conforme o tipo de infração.
O tema será debatido a dez dias do segundo turno da eleição presidencial. Pesquisa Quaest divulgada na terça-feira (14), segundo o g1, apontou que 61% da população apoiava a redução da maioridade penal.
A eventual mudança depende da tramitação e da aprovação da proposta no Congresso Nacional. A emenda de Marinho não integra o texto da PEC da Segurança aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e precisa ser considerada no processo de votação.







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