A frota de veículos em circulação no Brasil atingiu idade média de 11 anos e 5 meses em 2025, segundo o Relatório da Frota Circulante 2026, do Sindipeças. O envelhecimento dos automóveis reforça a importância da manutenção preventiva, inclusive para carros que rodam pouco.
Isso porque a revisão não depende apenas da quilometragem. Óleo do motor, filtros, fluidos e bateria também sofrem alterações com o tempo. Por isso, os fabricantes estabelecem intervalos que consideram a distância percorrida e o período de uso, valendo o que ocorrer primeiro.
“Muita gente acredita que, se o carro rodou pouco, não precisa fazer revisão. Mas o tempo também interfere nas condições de alguns componentes”, explica Rogério Almeida, gerente comercial da Renault Du Nort.
O que deve ser verificado
As revisões preventivas podem incluir inspeções no óleo do motor, filtros, freios, pneus, suspensão, fluidos e bateria. Os procedimentos variam conforme o modelo e as recomendações da fabricante.
O manual do proprietário é a principal referência para consultar os prazos e serviços indicados. Trajetos curtos e frequentes e trânsito intenso também podem exigir atenção específica, conforme as orientações de cada veículo.
Sinais de alerta
Ruídos incomuns, vibrações, dificuldade para dar partida, alterações na frenagem, vazamentos e luzes de advertência no painel são sinais de que o carro precisa ser avaliado por um profissional, mesmo antes da revisão programada.
Manter o histórico de manutenção e utilizar peças e fluidos com as especificações recomendadas pelo fabricante também ajuda a conservar o veículo.
“O ideal é não esperar o carro apresentar uma falha para procurar a oficina. A revisão permite acompanhar o estado dos componentes e realizar as intervenções previstas no momento adequado”, afirma Almeida.







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