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Alagoas instala armadilhas para monitorar mosquito da dengue em São Miguel dos Campos

por | 24 out, 2026

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São Miguel dos Campos, no interior de Alagoas, está recebendo armadilhas para monitorar a presença do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. A iniciativa busca identificar as áreas com maior concentração do inseto e orientar as ações de prevenção e combate às doenças.

A implantação das chamadas Ovitrampas é realizada pela Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau) e integra um plano para levar a tecnologia aos municípios alagoanos com mais de 50 mil habitantes.

O equipamento funciona como uma armadilha para atrair as fêmeas do mosquito e facilitar a identificação dos locais onde elas depositam seus ovos. A estrutura utiliza um recipiente preto com água e uma substância atrativa, além de uma palheta de madeira na qual os ovos ficam depositados.

O material é recolhido semanalmente pelas equipes de vigilância, que fazem a contagem dos ovos. Com os dados, é possível estimar a presença do mosquito em uma área de até nove quarteirões e identificar regiões que exigem maior atenção.

Tecnologia ajuda a antecipar riscos

De acordo com o coordenador do Programa Estadual de Controle de Zoonoses, Clarício Bugarim, o monitoramento permite direcionar as ações de combate de acordo com a concentração do vetor em cada região.

“Através da técnica pode-se monitorar em tempo real o comportamento do mosquito e as regiões de maior concentração, tornando as ações de combate mais efetivas e controlando a proliferação das doenças causadas pelo vetor”, explicou.

Agência Alagoas

Segundo o coordenador, os dados também podem ajudar a identificar situações de risco antes do avanço de surtos de dengue e chikungunya, permitindo que as equipes de saúde priorizem os locais com maior quantidade de ovos.

Dez minutos por semana ajudam na prevenção

Apesar do uso da tecnologia, os cuidados dentro de casa continuam sendo fundamentais para evitar a reprodução do mosquito.

O supervisor de endemias da Sesau, Paulo Protásio, orienta que a população faça inspeções regulares para eliminar recipientes que possam acumular água, como garrafas vazias, pneus, baldes e vasos de plantas.

“Basta uma vistoria rápida de dez minutos por dia, toda semana, na residência, visando eliminar os locais onde o Aedes aegypti pode se reproduzir”, ressaltou.

A recomendação é manter caixas-d’água bem fechadas, limpar recipientes que armazenam água e verificar quintais e áreas externas. A combinação entre monitoramento, ações de vigilância e participação dos moradores é essencial para reduzir a proliferação do mosquito e prevenir doenças.

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