A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais provocou reações distintas entre os candidatos derrotados no primeiro turno. Enquanto Romeu Zema (Novo) questionou a disputa sem apresentar provas, Ronaldo Caiado (PSD) reconheceu a decisão das urnas e Renan Santos (Missão) descartou a possibilidade de fraude.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, que apoiou Flávio Bolsonaro na etapa final da disputa, classificou a eleição como “alarmista e mentirosa” e acusou o PT de disseminar informações falsas. Em vídeo nas redes sociais, ele também fez uma comparação com a Venezuela, sem apresentar evidências para sustentar suas acusações.
Já o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou que esperava uma renovação política, mas ressaltou que os democratas devem respeitar a decisão da maioria. Caiado havia declarado apoio a Flávio Bolsonaro após a definição do segundo turno.
O ex-candidato Renan Santos adotou outra postura e afirmou que não houve fraude eleitoral. Ele reconheceu a força das campanhas dos dois candidatos e avaliou que a rejeição ao bolsonarismo pesou no resultado. “O antibolsonarismo é maior que o antipetismo. Acho que isso está provado”, declarou.
Renan também pediu que apoiadores de Flávio evitem manifestações contra o resultado para não se colocarem em situações de risco. Ao final, defendeu o diálogo entre diferentes correntes políticas para enfrentar os desafios do país.
Augusto Cury, que havia demonstrado apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno, não tinha se manifestado sobre a vitória de Lula até a publicação da reportagem.







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