
Policiais federais cumprem mandado em residências e escritórios dos suspeitos de corrupção | Ascom PF/AL
Há entre policiais federais mais experientes uma máxima: “siga o dinheiro” e é possível identificar os autores dos crimes. A Polícia Federal (PF) não se afasta dessa linha e tem acertado nos alvos.
Seguindo o dinheiro, e os políticos envolvidos, é possível encontrar malfeitos explícitos.
Os alvos das ações investigativas em Alagoas e nos demais estados não conseguem, na maioria dos casos, esconder a corrupção.
Em geral, os políticos envolvidos com essas práticas ilegais envolvem as esposas, parentes, assessores, motoristas, seguranças e correligionários que são transformados repentinamente em empresários.
A operação Hefesto é mais um exemplo, nada diferente das operações anteriores, de que a estratégia policial é acertada.
As investigações começaram no governo Bolsonaro e não foram concluídas. Agora, a PF retomou a operação e os acusados vão aparecendo, cada vez mais e com detalhes mais contundentes.
As compras estatais sempre foram objeto da cobiça de empresários que tem as suas atividades ligadas umbilicalmente a políticos.
É o caso dos acusados e presos na Operação Hefesto ligados ao deputado Arthur Lira. Presidente da Câmara Federal, o parlamentar não é investigado e se está sendo, como detém prerrogativa de foro, nada veio à tona. Porém, seu entorno está sendo devassado e é possível que as investigações se aproximem ainda mais dele.
Na investigação sobre supostos desvios nas licitações para compra de kit de robótica com dinheiro público, a PF descobriu que o empresário Edmundo Catunda repassou R$ 550 mil à empresa que construiu a casa em que mora Luciano Ferreira Cavalcante – assessor de Arthur Lira, conhecido em Brasília como uma das pessoas de confiança do presidente da Câmara. Catunda é aliado de Lira e um dos sócios da Megalic, empresa que ganhou os contratos do kit de robótica sob suspeita de desvios de verba federal.







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