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Geomineração nega crime ambiental em Feliz Deserto usando Ibama, ANM e Crea/AL como garantia

por | 14 fev, 2025

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Denunciantes mostram imagens das lagoas que se formam após retirada da areia… | Reprodução

Inserido na Área de Proteção Ambiental (APA) da Marituba do Peixe, que abrange 18.600 hectares e compreende ainda os municípios de Piaçabuçu e Penedo, o município de Feliz Deserto tem sofrido com a extração predatória de areia em seus domínios. Denúncia neste sentido foi encaminhada ao Ministério Público Federal (MPF/AL), por meio de representação feita por moradores, empreendedores e entidades de defesa do meio ambiente, daquela cidade.

Na ação, os denunciantes apontam a empresa Geomineração Exploração Mineral Ltda como responsável pelos sérios danos ambientais e sociais identificados em Feliz Deserto. A empresa, que retira a areia para vender à Braskem S/A para tamponamento das minas da multinacional em Maceió, nega os fatos denunciados, afirmando que opera em plena conformidade com a legislação vigente.

Segundo o advogado Oswaldo de Araújo Costa Neto, do escritório jurídico que representa a Geomineração, a retirada de areia em Feliz Deserto é feita “com todas as licenças ambientais exigidas, concedidas pelos órgãos competentes, e é regularmente fiscalizada por instituições como o Instituto do Meio Ambiente (Ibama/AL), Agência Nacional de Mineração (ANM) e Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA/AL).

… e rachaduras nas casas no entorno da área onde a Geomineração retira areia | Reprodução

Ignorando que a reportagem do 082Notícias, publicada nesta quarta-feira, 12, está sustentada na Representação encaminhada ao Ministério Público Federal, assinada por entidades da sociedade civil como Observatório Ambiental/AL, pela BRcidades Maceió e pelo Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), o advogado diz que “a matéria contém informações inverídicas e distorcidas, sem qualquer comprovação técnica ou documental, com o claro objetivo de desinformar a população e gerar um alarmismo injustificado”.

O advogado vai mais longe, contestando o título da reportagem, definindo-o como “falso e sensacionalista”, argumentando que “o município de Feliz Deserto não apresentou qualquer denúncia contra a empresa”. Segundo Oswaldo de Araújo, “o que existe são manifestações isoladas de um grupo de indivíduos, sem representatividade da população local, tentando criar um cenário alarmista e irreal”.

Araújo aponta o Ibama, a ANM e o Crea/AL como garantidores da ação de retirada de areia,  afirmando que a operação em Feliz Deserto é constantemente fiscalizada por esses órgãos, que já atestaram a regularidade de suas operações.

“Classificar uma atividade legalizada, monitorada e ambientalmente controlada como predatória é falso e representa uma tentativa irresponsável de desinformação” – declarou o representante da Geomineração.

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