A transformação do coração histórico de Maceió já tem data para começar. Na próxima semana, o Governo de Alagoas inicia a etapa de realocação dos permissionários do Mercado de Jaraguá, passo decisivo para o início imediato das obras de requalificação do espaço. O investimento, de R$ 8,3 milhões, integra o pacote de intervenções na Grande Maceió e foi planejado para ocorrer sem interromper as atividades econômicas do local.
A obra faz parte de um conjunto de ações que já modificam a paisagem urbana, como a duplicação da AL-101 Norte e os projetos de triplicação da AL-101 Sul. Se nas rodovias o foco é mobilidade, no Mercado de Jaraguá o objetivo é fortalecer a economia com geração de emprego, renda e valorização turística.
O projeto, assinado pelo arquiteto Rodrigo Fagá, representa muito mais que uma reforma: pretende transformar o mercado em um moderno polo gastronômico e cultural, alinhando Maceió aos grandes destinos que possuem mercados públicos como referência. “O que estamos fazendo na Grande Maceió não tem precedente. O Mercado de Jaraguá é a prova de que o investimento público bem aplicado gera emprego, atrai turismo e devolve a autoestima ao maceioense”, afirma o governador Paulo Dantas.
Para Davi Maia, diretor-presidente do Ideral, a intervenção é estratégica. “O mercado tem que entrar no dia a dia da cidade. O objetivo é entregar um equipamento onde o cidadão tenha prazer em estar. Se é bom para o maceioense, será irresistível para o turista”, ressalta.
Dignidade e futuro para quem trabalha no mercado
Entre os permissionários, a mudança é recebida com entusiasmo. Maria Albertina dos Santos, que trabalha há 10 anos no local, celebra a requalificação. “O projeto é maravilhoso porque traz dignidade e estrutura. Haverá estacionamento e conforto para nossos clientes, algo que esperávamos há muito tempo”, diz. O presidente da Associação dos Permissionários, José Carlos Costa, reforça o sentimento. “O mercado tem mais de 30 anos e nunca viu uma intervenção desse porte. O resultado final vai mudar nosso patamar de negócios”, afirma.
Economia em movimento durante a obra
Para garantir agilidade sem paralisar a economia local, o governo implementou uma logística especial de transição, que passa a valer a partir de 5 de dezembro. Enquanto o novo prédio é construído — com prazo de execução de seis meses — o funcionamento será assim:
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Gastronomia: restaurantes permanecerão ativos em estruturas instaladas no entorno imediato;
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Serviços e feira: serão realocados para a Rua Fechada e áreas próximas.
A estratégia assegura renda às famílias e ainda traz um benefício adicional: parte da nova estrutura funcionará provisoriamente no prédio do Sine Alagoas, que, por sua vez, ganhará uma nova sede mais ampla na Avenida Fernandes Lima, no Farol, expandindo sua capacidade de atendimento.
Com obras espalhadas do litoral ao centro histórico, o Governo de Alagoas avança na execução de um plano que promete redesenhar a Grande Maceió e fortalecer seu desenvolvimento econômico e urbano.








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