As declarações do desembargador Márcio Roberto Albuquerque, do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), feitas no último dia 1º, onde além de anunciar que solicitaria aposentadoria do cargo, fez críticas a colegas do Judiciário, serão apuradas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A Corregedoria da instituição determinou a abertura de um Pedido de Providências para apurar declarações feitas em rede social (Instagram) pelo desembargador.
Informações ainda não oficias revelam que Corregedoria do CNJ quer esclarecimentos sobre a postagem de Márcio Roberto e, para isso, determinou que a Secretaria Processual instaure Pedido de Providências, procedimento em que o órgão investiga situação inicialmente sem classificação específica. As partes convocadas serão o desembargador e o Tribunal de Justiça de Alagoas.
Na postagem em que anunciou a aposentadoria, Márcio Roberto fez críticas a colegas, cujos nomes não foram citados, a quem denominou “pobres semideuses”. O desembargador falou ainda em privilégios para alguns, em detrimento de outros magistrados, inclusive dele próprio.
Disse que, enquanto alguns desembargadores têm gabinetes suntuosos, ele é obrigado a trabalhar em “uma cafua”.
Segundo informações ainda não oficiais, o CNJ teria estabelecido prazo de cinco dias para que Márcio Roberto apresente informações detalhadas sobre o teor de suas declarações. O mesmo prazo foi dado presidente do TJAL, desembargador Fábio Bittencourt para também prestar esclarecimentos.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) é a instituição pública responsável pelo controle administrativo e financeiro do Poder Judiciário em todo território brasileiro.






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