Diagnosticado aos 24 anos com fibrilação atrial, o ator Rômulo Estrela trouxe visibilidade a uma condição cardíaca comum, mas ainda pouco conhecida. A arritmia altera o ritmo do coração e pode provocar complicações graves quando não identificada a tempo.
A fibrilação atrial ocorre quando os átrios passam a bater de forma irregular e acelerada, prejudicando a circulação sanguínea. De acordo com o cardiologista Carlos Romerio, do Hospital do Coração Alagoano, a doença nem sempre apresenta sintomas claros. “Muitos pacientes convivem com a arritmia sem perceber. Quando aparecem, os sinais mais comuns são palpitações, cansaço excessivo, tontura e sensação de coração descompassado”, explica.
O principal risco associado à fibrilação atrial é o Acidente Vascular Cerebral (AVC). O batimento irregular favorece a formação de coágulos no coração, que podem migrar para o cérebro. “O risco de AVC nesses pacientes é cerca de cinco vezes maior. Por isso, o diagnóstico precoce faz toda a diferença”, alerta o especialista.
A identificação da arritmia é simples e pode ser feita por meio de exames como eletrocardiograma ou monitoramento cardíaco de 24 horas. O tratamento envolve o controle do ritmo ou da frequência cardíaca e o uso de anticoagulantes para prevenir coágulos. “Com acompanhamento adequado, é possível ter qualidade de vida e reduzir drasticamente as complicações”, afirma o cardiologista.
Idosos, hipertensos, diabéticos e pessoas com histórico de doenças cardíacas devem redobrar a atenção aos sinais. “Não ignorar sintomas é fundamental. Cuidar do ritmo do coração é cuidar da própria vida”, reforça Romerio.
Vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas, o Hospital do Coração Alagoano oferece atendimento especializado, com equipe capacitada e tecnologia avançada para diagnóstico e tratamento de arritmias, atendendo pacientes por meio do sistema de regulação estadual.





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