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Associação investigada em outros estados ficará responsável por Hospital Veterinário de Maceió

por | 11 jul, 2026

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A Associação Catarinense de Gestão Hospitalar, Conhecimento e Assistência Social (CHC), entidade responsável pela implantação, gestão e operacionalização do Hospital Veterinário Público de Maceió, é citada em denúncias envolvendo contratos públicos em outros estados.

Segundo reportagem publicada pelo Diário do Centro do Mundo (DCM), a associação recebeu quase R$ 12 milhões em emendas parlamentares destinadas pelo deputado federal licenciado Bruno Lima (Podemos-SP). Os recursos foram destinados ao programa Castra+, realizado em 17 cidades paulistas por meio de convênio com o Ministério do Meio Ambiente. O contrato prevê R$ 11,7 milhões, dos quais R$ 5,6 milhões já foram pagos.

Ainda conforme o DCM, um levantamento analisou os microchips de 500 animais atendidos pelo programa Castra+ em Ribeirão Preto, Santana do Parnaíba, Pilar do Sul e Pardinho. A análise apontou que 346 registros não apareciam no Sinpatinhas, cadastro nacional de animais domésticos, enquanto 93 estavam registrados em nome da Clinicão, empresa contratada para realizar os procedimentos. O levantamento também identificou registros com informações consideradas incomuns, como um tutor cadastrado como “Samsung A14” e uma cadela chamada Quiara com microchip vinculado ao suposto cão “Bolsonaro 17”, registrado em nome da clínica.

Ao DCM, o proprietário da Clinicão, Matheus Fraitg, afirmou desconhecer animais registrados com seus dados no programa em São Paulo. Segundo ele, alguns cadastros poderiam ter sido feitos com nomes genéricos para evitar a perda da castração de pessoas que haviam se deslocado para realizar o atendimento. A CHC informou que não pode ser punida apenas por estar sendo investigada e atribuiu as inconsistências nos cadastros a instabilidades no sistema Sinpatinhas.

O deputado Bruno Lima declarou não ter conhecimento de irregularidades ou investigações envolvendo as empresas mencionadas e afirmou que a habilitação da entidade, a execução do convênio e sua fiscalização são atribuições do Ministério do Meio Ambiente.

A associação também recebeu recursos para outros contratos públicos. De acordo com o DCM, o vereador paulistano Murillo Lima (PP), irmão de Bruno Lima, destinou R$ 4,8 milhões ao Orçamento da Prefeitura de São Paulo para contratação da CHC na aplicação de vacinas contra a raiva em cães e gatos. Em Santa Catarina, o Tribunal de Contas suspendeu repasses à entidade no município de Itapema.

Contrato em Maceió

Em Maceió, a CHC firmou Termo de Colaboração com a Secretaria Extraordinária de Bem-Estar Animal (Sebema) para implantação, gestão e operacionalização do Hospital Veterinário Público do município.

Conforme publicação no Diário Oficial Eletrônico do Município de Maceió, edição nº 7.372, de 24 de março de 2026, o contrato tem valor de R$ 8.100.025,16 e vigência de 12 meses.

Apesar da inauguração realizada em abril, o Hospital Veterinário Público ainda não iniciou os atendimentos. A Prefeitura de Maceió também não divulgou data para a abertura da unidade e o início dos serviços destinados aos animais e seus tutores.

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