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Morte de cão em Florianópolis impulsiona projetos de lei no Congresso

por | 16 fev, 2026

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O cão comunitário Orelha foi morto com uma forte pancada na cabeça | Cortesia

A morte do cão comunitário Orelha, vítima de agressões em Florianópolis (SC), provocou forte reação no Congresso Nacional e resultou na apresentação de ao menos 25 projetos de lei na Câmara dos Deputados. As propostas buscam endurecer punições e ampliar a proteção jurídica a animais vítimas de violência.

Entre os textos em tramitação está o PL 41/26, de autoria da deputada Rosana Valle (PL-SP), que prevê a internação de crianças ou adolescentes que pratiquem atos de extrema crueldade contra a vida de animais. A proposta altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e teve o regime de urgência aprovado pelo Plenário.

O caso que motivou as iniciativas envolve o cão Orelha, cuidado por moradores da Praia Brava, em Florianópolis. Um adolescente foi formalmente acusado pela polícia, enquanto outros quatro também são investigados por tentativa de afogamento de outro cachorro, chamado Caramelo.

Atualmente, o ECA autoriza a internação apenas em casos de atos infracionais cometidos com grave ameaça ou violência contra pessoas, sem previsão específica para crimes contra animais. Os novos projetos buscam preencher essa lacuna legal, especialmente em situações de maus-tratos que resultem em morte.

Outro texto em destaque é o PL 48/26, do deputado Zacharias Calil (União-GO), que prevê a internação de adolescentes em casos de ato infracional análogo ao crime de maus-tratos quando houver morte do animal.

Já o PL 161/26, apresentado pela deputada Maria do Rosário (PT-RS), institui a chamada “Lei Cão Orelha”. A proposta reconhece cães e gatos domésticos como seres sencientes, sujeitos de direitos, e inclui essa previsão no Código Civil.

Também tramita o PL 7/26, de autoria dos deputados Delegado Matheus Laiola, Delegado Bruno Lima e Fred Costa, que cria uma lei de proteção integral aos animais comunitários — aqueles que vivem em espaços públicos ou em áreas comuns de condomínios e instituições privadas.

As propostas refletem o aumento da pressão social por respostas mais rigorosas do poder público diante de casos de violência contra animais e devem seguir em debate nas comissões da Câmara antes de eventual votação em plenário.

Veja a relação dos projetos: 

  • PL 161/26, da deputada Maria do Rosário (PT-RS) – cria a Lei Cão Orelha, que reconhece cães e gatos domésticos como seres sencientes sujeitos de direito.
  • PL 5/26, dos deputados Delegado Matheus Laiola (União-PR) e outros – institui o Dia Nacional do Animal Comunitário Cão Orelha, a ser celebrado anualmente em 4 de janeiro.
  • PL 110/26, do Fausto Pinato (PP-SP) – cria a Lei Cão Orelha, que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para incluir a prática de atos de extrema crueldade ou violência grave contra animais como hipótese de internação.
  • PL 21/26, do deputado Bruno Ganem (PODE-SP) – altera o ECA para fortalecer o regime de responsabilização de adolescentes autores de ato infracional análogo a crime de maus-tratos contra animais (Lei Cão Orelha).
  • PL 206/26, do deputado Ely Santos (Republicanos-SP) – aumenta a pena cominada aos crimes de maus-tratos contra animais (Lei Cão Orelha).
  • PL 22/26, da deputada Dayany Bittencourt (União-CE) – altera o Estatuto da Criança e do Adolescente para criar a “Lei Cão Orelha”, visando a punição de atos infracionais contra animais.
  • PL 299/26, do deputado Alex Manente (Cidadania-SP) – aumenta em 1/3 a pena para quem matar animais com uso de tortura ou outro meio cruel e cria o Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Crimes de Maus-Tratos a Animais.
  • PL 284/26, do deputado Defensor Stélio Dener (Republicanos-RR) – institui normas gerais para o reconhecimento e a proteção de cães e gatos comunitários, define diretrizes de identificação, cuidado sanitário, responsabilidade comunitária e cooperação entre os entes federativos.
  • PL 41/26, da deputada Rosana Valle (PL-SP) – altera o ECA para prever a possibilidade de aplicação da medida socioeducativa de internação nos casos de ato infracional praticado com extrema crueldade contra a vida de animal não humano.
  • PL 4/26, do deputado Leo Prates (PDT-BA) – altera o ECA para incluir a prática de atos de extrema crueldade ou violência grave contra animais como hipótese de internação.
  • PL 389/26, do deputado Célio Studart (PSD-CE) – altera o ECA para permitir a aplicação da medida de internação em casos de atos infracionais análogos ao crime de maus-tratos aos animais, quando praticados com requintes de crueldade.
  • PL 7/26, dos deputados Delegado Matheus Laiola (União-PR) e outros – estabelece a proteção integral dos animais comunitários (Lei Cão Orelha).
  • PL 115/26, do deputado Da Vitoria (PP-ES) – altera o ECA para incluir a prática de violência extrema contra animais como hipótese de aplicação da medida socioeducativa de internação.
  • PL 358/26, do deputado Amom Mandel (Cidadania-AM) – altera o ECA para tipificar o tratamento de atos infracionais contra a vida e a integridade animal.
  • PL 14/26, do deputado Felipe Becari (União-SP) – dispõe sobre o bem-estar e a proteção animal no âmbito da Política Nacional de Educação Ambiental.
  • PL 45/26, do deputado Felipe Becari (União-SP) – altera o ECA para aperfeiçoar as respostas socioeducativas aplicáveis a adolescentes que pratiquem maus-tratos, violência ou sofrimento imposto a animais.
  • PL 121/26, do deputado Marcos Tavares (PDT-RJ) – institui a Lei Nacional de Combate e Prevenção à Crueldade contra Animais Comunitários.
  • PL 286/26, do deputado Capitão Alden (PL-BA) – estabelece medidas de promoção do reconhecimento, do respeito, da responsabilidade e do convívio cuidadoso com os animais na educação ambiental.
  • PL 273/26, do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) – agrava as penas dos crimes de crueldade contra animais, tipifica a instigação e a exploração digital dessas condutas e disciplina a responsabilidade administrativa e civil de provedores de aplicações de internet.
  • PL 135/26, do deputado Lula da Fonte (PP-PE) – altera o ECA para qualificar atos infracionais de extrema gravidade, incluir a violência contra animais e estabelecer as hipóteses de internação compulsória.
  • PL 39/26, do deputado Eduardo da Fonte (PP-PE) – altera o ECA para incluir os atos infracionais de abuso, maus-tratos, ferimento ou mutilação de animais e endurecer a hipótese de internação.
  • PL 383/26, dos deputados Mario Frias (PL-SP), Fred Linhares (Republicanos-DF) e Delegado Bruno Lima (PP-SP) – dispõe sobre a punição para crimes de maus-tratos a animais, tornando-os hediondos e imprescritíveis.
  • PL 10/26, dos deputados Delegado Bruno Lima (PP-SP) e Delegado Matheus Laiola (União-PR) – inclui no ECA a hipótese de internação para atos infracionais de maus-tratos a animais e prevê atendimento psicológico ao término da medida.
  • PL 397/26, do deputado Fausto Jr. (União-AM) – altera a legislação pertinente para dispor sobre a responsabilização do menor de idade autor de maus-tratos a animais.
  • PL 6/26, do deputado Delegado Matheus Laiola (União-PR) e outros – proíbe a guarda, posse e propriedade de animais por condenados por maus-tratos e cria o Cadastro Nacional de Pessoas Impedidas.

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