
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
A CPMI do INSS, criada para investigar fraudes a milhões de aposentados e pensionistas, tem sido criticada por sua condução sob o senador Carlos Viana e o deputado Alfredo Gaspar (União AL). Sessões com pedidos de quebra de sigilo e convocações de pessoas ligadas a fraudes foram canceladas ou adiadas, reforçando a percepção de que a comissão protege aliados políticos e operadores próximos ao ex-presidente Bolsonaro.
Críticos apontam que a CPMI tem priorizado ataques midiáticos, como os casos do irmão do presidente Lula, Frei Chico, e do filho Luiz Claudio (Lulinha), em vez de focar nas supostas fraudes em aposentadorias, lavagem de dinheiro e conexões com grupos econômicos investigados.
Ao mesmo tempo, requerimentos essenciais que pedem convocações e quebras de sigilo de alvos apontados em investigações paralelas — como a administradora Letícia Caetano dos Reis, do escritório de advocacia ligado ao senador Flávio Bolsonaro, e figuras como Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, alvo de operações da Polícia Federal — têm enfrentado adiamentos ou disputas internas quanto à sua tramitação.
A posição de Gaspar como relator também tem sido questionada por críticos que veem sua atuação como reativa e pautada por estratégias eleitorais, em vez de centrada na busca por provas substanciais e na responsabilização dos principais operadores do esquema de fraudes. Relatórios e requerimentos que poderiam trazer novas linhas de investigação muitas vezes não avançam no calendário da comissão, segundo observadores do Congresso.
O risco é que a CPMI do INSS seja lembrada não como um instrumento técnico para investigar o esquema bilionário de fraudes no sistema previdenciário, mas como palco de disputas políticas e narrativas que alimentam polarização, sem esclarecer os fatos ou prevenir novos abusos.




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