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Banco Master: investigação da PF alcança fundos de previdência em vários estados

por | 7 mar, 2026

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Foto: Divulgação

A operação da Polícia Federal que realizou, nessa sexta-feira (6), busca e apreensão no Amazonprev, em Manaus, amplia as investigações sobre investimentos de fundos públicos de previdência em títulos ligados ao Banco Master.

A investigação apura aplicações milionárias e de alto risco feitas com recursos destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões de servidores públicos. Parte desses valores teria sido direcionada para letras financeiras do banco, hoje sob questionamento após a crise envolvendo a instituição e seu controlador, o banqueiro Daniel Vorcaro, preso pela segunda vez pela Polícia Federal.

As investigações da Polícia Federal sobre investimentos de fundos públicos de previdência no Banco Master já atingem diferentes estados. No Rioprevidência, o ex-presidente Deivis Marcon Antunes foi preso em 3 de fevereiro de 2026, na Operação Barco de Papel. Já na Amapá Previdência, a PF realizou buscas para apurar investimentos de cerca de R$ 400 milhões em títulos do banco.

A sequência de casos envolvendo fundos de previdência estaduais acendeu o alerta no país. Em Maceió, o foco recai sobre o Iprev, que aplicou R$ 117 milhões em letras financeiras do Banco Master, recursos destinados às aposentadorias e pensões dos servidores municipais.

Foto: Divulgação

Silêncio e temor

Desde que o escândalo veio à tona, o prefeito João Henrique Caldas não falou publicamente sobre o assunto. O silêncio do Executivo municipal alimenta desconfiança.

Na Câmara Municipal, o vereador Rui Palmeira vem cobrando esclarecimentos sobre os critérios que levaram o Iprev a aplicar recursos previdenciários em títulos do Banco Master e quais mecanismos de controle foram adotados para proteger o patrimônio dos servidores.

Sindicatos que representam diferentes categorias do funcionalismo municipal também passaram a pressionar a direção do instituto. As entidades querem saber por que R$ 117 milhões do fundo previdenciário foram aplicados em ativos que, no mercado financeiro, são classificados como de alto risco.

A preocupação aumentou após investigações da Polícia Federal apontarem que o Banco Master teria sido usado em operações de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), inclusive por meio de fundos criados para ocultar a origem dos valores.

Especialistas em previdência pública lembram que fundos dessa natureza administram recursos que garantem a segurança financeira de milhares de trabalhadores após a aposentadoria. Por isso, operações com ativos de risco elevado exigem governança rigorosa, transparência e fiscalização permanente.

Com as investigações federais avançando em diferentes estados, cresce a pressão para que o Iprev e a Prefeitura de Maceió expliquem detalhadamente o investimento de R$ 117 milhões no Banco Master. Caso isso não ocorra, a cobrança por esclarecimentos pode chegar pela via mais dura: novas operações da própria Polícia Federal.

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