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Mais de dez anos após passarem a viver e produzir alimentos nas áreas da antiga Usina Guaxuma, em Maceió, famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) voltam a enfrentar a ameaça de despejo. Diante da situação, o movimento lançou uma campanha para mobilizar a sociedade em defesa do direito dessas famílias de permanecer na terra.
Nas áreas ocupadas foram formados os acampamentos Eldorado do Carajás, Marciana Serafim, Papa Francisco, Santa Maria e Imburi, onde centenas de famílias passaram a viver e trabalhar. Ao longo desse período, as áreas antes dominadas pela monocultura da cana-de-açúcar foram transformadas em espaços de produção diversificada de alimentos.
A produção agrícola desenvolvida nos acampamentos garante trabalho e renda para as famílias e também contribui para o abastecimento da região com alimentos considerados mais saudáveis, resultado de um modelo de produção voltado à diversidade agrícola.
Para o MST, defender os acampamentos instalados nas terras da antiga Usina Guaxuma significa também defender a Reforma Agrária, a produção de alimentos e o cumprimento da função social da terra. Diante da ameaça de despejo, as famílias afirmam que seguem mobilizadas.
Segundo o movimento, a permanência nas áreas representa a continuidade de um projeto de vida construído ao longo de mais de uma década. Nesse contexto, os trabalhadores rurais reafirmam que ocupar, resistir e produzir continuam sendo caminhos para garantir dignidade no campo.
Por Assessoria




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