O Paquistão anunciou a abertura de rotas terrestres para o transporte de mercadorias com destino ao Irã, em uma tentativa de contornar as restrições no comércio marítimo no Golfo Pérsico. A medida ocorre em meio à crise no Estreito de Ormuz, uma das principais vias de circulação de petróleo no mundo.
A decisão foi formalizada por meio de uma ordem do Ministério do Comércio paquistanês, que autoriza o trânsito de mercadorias de terceiros países pelo território nacional até o Irã.
Com isso, Islamabad operacionalizou seis corredores terrestres que ligam portos como Karachi e Gwadar à fronteira iraniana, permitindo o escoamento de cargas que antes dependiam exclusivamente do transporte marítimo.
A iniciativa surge após o bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos em abril de 2026, que restringiu o acesso de navios a portos iranianos e afetou significativamente o fluxo comercial na região. ([Wikipédia][3])
Segundo relatos, milhares de contêineres destinados ao Irã ficaram retidos em portos paquistaneses devido às restrições no Golfo, o que pressionou autoridades a buscarem rotas alternativas por terra.
Além de aliviar o congestionamento logístico, a abertura dos corredores reforça o papel estratégico do Paquistão como elo entre o sul da Ásia e o Oriente Médio. A medida também pode reduzir parcialmente os impactos econômicos causados pelas tensões geopolíticas e pelas limitações no transporte marítimo.
Mesmo sendo considerada mais lenta e custosa que o transporte por navios, a rota terrestre se apresenta, no momento, como uma solução viável para manter o abastecimento e o comércio com o Irã em meio à instabilidade na região.







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