O sociólogo Marcos Coimbra, presidente do Instituto Vox Populi, afirmou à Revista Fórum que pesquisas eleitorais vêm produzindo cenários tecnicamente equivocados ao apontar suposta fragilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva diante de candidatos da oposição.
Segundo Coimbra, levantamentos recentes chegaram a atribuir entre 35% e 40% das intenções de voto contra Lula a candidatos com apenas 10%, 12%, 14% ou 15% de conhecimento nacional.
“Isso é uma pesquisa inteiramente errada. Eu não vou dizer que foi manipulada, que é falsa, mas é completamente equivocada do ponto de vista técnico”, afirmou.
De acordo com Marcos Coimbra, “as amostras que estão sendo usadas são completamente inúteis para captar esse tipo de cenário”.
O sociólogo disse ainda que, alimentada pela ideia de que “Lula vai perder para qualquer um”, a direita passou a fazer “apostas erradas” para a eleição presidencial.
Segundo ele, uma dessas apostas foi a tentativa de construir a candidatura do senador Flávio Bolsonaro.
“O Flávio Bolsonaro é filho do homem, continua a ter um recall do sobrenome, então vamos com ele mesmo, que a gente ganha essa eleição”, afirmou ao descrever, segundo sua análise, o raciocínio adotado por setores da direita.
Marcos Coimbra também criticou a trajetória política do senador e afirmou que Flávio Bolsonaro “não tem absolutamente nada para mostrar nos oito anos que está no Senado”.
Ao comentar a atuação do parlamentar na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Coimbra disse que a produção legislativa de Flávio Bolsonaro tratou “única e exclusivamente” de segurança pública.
“Tratar de segurança, entendendo-se por isso zelar pela liberdade, circulação e prestígio da milícia do Rio de Janeiro”, declarou.
Marcos Coimbra também afirmou que a direita ignorou o histórico de escândalos envolvendo o senador ao apostar em seu nome.
“Esquecendo que o cara é um pilantra e que qualquer coisa aparece. Foi essa agora, mas tem mais vinte”, disse.







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