A Polícia Federal (PF) pediu e aguarda decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) para iniciar investigação específica sobre o repasse de R$ 117 milhões feito pelo ex-prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC, ao Banco Master. O dinheiro foi tirado do Instituto de Previdência dos Servidores (Iprev), o Maceió Previdência.
Como a única capital do país a colocar dinheiro público no Master, a Prefeitura de Maceió pode ser alvo de uma investigação individualizada. O Master, como demonstrado na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), utilizava práticas fraudulentas para captar recursos.
O Banco Master, como mostraram as investigações da PF, montou um esquema de fraudes que provocou no sistema financeiro nacional prejuízo superior a R$ 50 bilhões.
Operação em Cajamar
A PF já investiga aplicação semelhante feita pela prefeitura do município de Cajamar, em São Paulo. A investigação foi deflagrada na última quarta-feira, 13, na operação Off-Balance. O objetivo é apurar a possível prática de gestão temerária dos recursos da previdência social dos servidores públicos naquele município paulista.
O caso de Maceió já é de conhecimento da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), do Senado Federal, presidida pelo senador Renan Calheiros (MDB/AL). Ele apontou indícios de fraude, incluindo falsificação de assinaturas, e classificou a operação feita por JHC como uma transação de alto risco.
Conforme manifestação do senador, a operação foi arriscada, sem garantias sólidas e apresenta fortes indícios de fraude. A aplicação teria sido feita com assinaturas falsificadas para aprovação no conselho do Maceió Previdência.
Em relação a Maceió, a CAE formou um grupo de trabalho específico para investigar o aporte dos R$ 117 milhões do Iprev, no Banco Master, liquidado extrajudicialmente sob a acusação de ter sido responsável por um rombo no mercado financeiro nacional estimado em R$ 50 bilhões.
O grupo criado na Comissão de Assuntos Econômicos vai investigar também a entrega, pelo ex-prefeito JHC, da folha de pagamento da Prefeitura de Maceió ao Banco e Brasília (BRB). Essa instituição enfrenta investigações da Polícia Federal por suspeitas de corrupção, fraude e gestão temerár








0 comentários